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  • Conheça dicas para melhorar seu trabalho com modelagem

    Conheça dicas para melhorar seu trabalho com modelagem

    O modelista desempenha o papel (frequentemente bastante complicado) de transportar o esboço feito pelo designer para além da fase criativa, aproximando-o da fase de produção. As etapas entre o desenho, o molde e a peça piloto, contudo, podem enfrentar alguns obstáculos, caso não exista uma compreensão correta das intenções do designer, resultando em longos prazos de execução e processos ineficientes.

    No artigo de hoje aprofundamos o trabalho de modelagem, com algumas dicas para melhorar a gestão da fase criativa e otimizar as coleções.

    Trabalho de modelagem e design: uma colaboração valiosa

    Por mais experiente e familiarizado que o modelista possa ser com as particularidades de uma marca, para que ele consiga obter a aprovação do designer e passar à fase de produção, é necessário criar antes o molde e a peça piloto.

    Se houver interpretações erradas na transformação do desenho em uma peça piloto, o tempo é prolongado e a produção é atrasada, com consequências negativas no time to market e na capacidade da marca de captar as tendências atuais e as exigências do público.

    Como melhorar o trabalho de modelagem e obter aprovação mais cedo?

    Durante anos, a revolução foi apontada para o desenho 3D, que prometia eliminar completamente a necessidade de criar protótipos. Isto não ocorreu exatamente como planejado, uma vez que os designers ainda preferem os desenhos feitos à mão, considerados como verdadeiras obras de arte.

    No entanto, ser competitivo no mercado significa também equipar-se com tecnologias inovadoras e ao mesmo tempo de fácil utilização: é o caso do 4DAlize, que permite desenhar e compreender imediatamente se todos os insights criativos do designer foram compreendidos, ou se há alterações a fazer antes da criação do molde e da amostra.

    Graças à visibilidade de 360° dos processos e etapas, as aprovações são mais eficientes e as coleções, mais ágeis e sustentáveis.

    A partir do desenho 3D é gerado o pré-molde para criação do protótipo e para obtenção da primeira confirmação para prosseguir. Neste ponto, os modelistas podem concentrar a sua atenção no trabalho de modelagem para as peças de roupa pré-aprovadas e acelerar a produção. Graças à função que gera automaticamente a estimativa de custos integrando-a na ficha técnica, é possível obter não só a aprovação do estilista, mas também a do gestor financeiro, que terá uma estimativa clara do ROI.

    Para além da sustentabilidade deste processo, que é certamente importante, existe também a possibilidade de reduzir os resíduos, graças às funções inovadoras de encaixe automático, que otimizam ao máximo a utilização do tecido.

    Como podem ser reduzidos os erros na interpretação dos desenhos?

    A criação automática do pré-molde no trabalho de modelagem é certamente um instrumento útil para verificar se a peça de roupa corresponde às intenções do designer em cada fase.

    Mesmo o menor descuido ao construir uma coleção, pode causar enormes perdas de tempo e dinheiro: portanto, saber sempre onde se encontra a coleção é crucial.

    Não só isso, já que a digitalização das operações as torna muito mais precisas, com uma acentuada diminuição da probabilidade de erro em comparação com o modo manual. O suporte de software neste caso pode ser encontrado na medição, no desenvolvimento de tamanhos, na definição de pontos de corte, no próprio desenho do molde, que por sua vez pode ser digitalizado para criar um arquivo acessível a qualquer momento.

    O trabalho de modelagem é facilitado com a mesa digitalizadora Digifash.

    Tal como na sala de corte, a Indústria 4.0 introduziu alterações que estão certamente melhorando o trabalho de modelagem, também graças à base de dados de moldes digitais, que lhes permite recorrer a inspirações de coleções anteriores e fazer pequenas alterações. Esta é uma oportunidade imperdível, especialmente se pensarmos na velocidade com que se exige que as marcas acompanhem as tendências e cheguem às lojas a tempo para satisfazer as necessidades dos clientes.

    O acesso digital ao arquivo também nos permite respeitar as características dos moldes originais, que podem permanecer protegidos, e não ser alterados ou danificados devido à pressa.

    Experimente a suite mais completa para melhorar o seu trabalho de modelagem!

    Audaces 360 é a suite mais completa, avançada e de fácil utilização para o mundo da moda. Em particular, as funções dedicadas ao trabalho de modelagem garantem rapidez de execução e precisão, satisfazendo as necessidades de uma produção mais ágil.

    O sistema é inovador, inteligente e completo, mas a sua característica mais importante é o fato de ser extremamente fácil de aprender e utilizar.

    Quer experimentar as características revolucionárias do Audaces360 em primeira mão? Clique aqui e reserve já uma consultoria gratuita e personalizada!

  • O que é just in time e como aplicar na indústria?

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    Automação garantindo qualidade do corte

    Paulo Roberto ainda afirma que os benefícios vão além da rapidez e agilidade, mas chegam, sobretudo, na qualidade do corte.
    Quem trabalha em confecções com processos manuais sabe que é praticamente impossível manter a mesma qualidade do corte desde a peça de cima da laje até a peça de baixo. Afinal, mesmo uma mínima torcida na pilha de tecidos já representa um corte fora do risco.Por consequência, esses “pequenos” problemas se transformam em grandes prejuízos. Ademais do desperdício com matéria prima, as peças mal cortadas têm que ser refeitas. Assim sendo, uma peça que deveria ser M acaba sendo refeita para o tamanho P. Neste processo de retrabalho é preciso considerar a manobra na produção para manter a qualidade, que envolve tempo e custos.Pelo contrário, com a máquina de corte automatizada Neocut o corte é preciso, garantindo a qualidade do corte da primeira à última camada. E tudo isso, por certo, com o máximo de aproveitamento de matéria prima.Como aponta Tamiris Kuhnen, gerente industrial da 2Rios, não se trata apenas de cortar mais rápido, mas a precisão do corte facilita a confecção. “Porque não tem erro. O que foi desenhado no molde sai na peça talhada. E as costureiras agradecem porque fica muito mais fácil de costurar.”A gerente industrial enfatiza igualmente a questão da agilidade da Neocut favorecendo o cumprimento dos prazos de entrega:

    “Hoje a gente entrega muito rápido. E esse é um dos destaques da 2Rios. Mas para que a gente tenha uma entrega rápida a gente precisa de um processo enxuto a ágil. E a máquina auxiliou muito o setor de corte para isso acontecer.”

    Você ainda tem dúvidas se deve investir em tecnologia e automatizar a sua empresa? Então você tem que conhecer essa parceria de sucesso! Veja como a automação com a Audaces pode gerar crescimento!Atualmente o mercado exige que, acima de tudo, as empresas invistam em tecnologia e automação como uma das principais e mais rápidas formas de crescimento econômico. Mesmo com tantas evidências, contudo, alguns empresários ainda têm dúvidas se o investimento pode trazer o retorno esperado. Em outras palavras, a pergunta é: vale a pena para a minha empresa? Sem dúvida, a pergunta é legítima.Para respondê-la com propriedade a ajudar na tomada de decisão, lhe convidamos a conhecer a empresa brasileira 2Rios Lingerie. Acompanhe, neste case de sucesso, como a automação através das soluções Audaces pode significar uma verdadeira revolução no seu negócio de moda.

    2Rios Lingerie: Qualidade e conforto para a diversidade de corpos femininos.

    A empresa 2Rios Lingerie

    A empresa 2Rios atua no segmento de lingerie com foco no público feminino. Fundada em 1990, começou pequena, como muitas empresas: 4 funcionários, em um prédio alugado e muita força de vontade. Conforme relata Paulo Roberto Fagundes, proprietário e fundador da empresa, o diferencial da 2Rios desde o início foi trabalhar com afinco e prezar sempre por oferecer produtos com qualidade.Hoje são 123 funcionários diretos e uma produção mensal de mais de 100 mil peças. A marca 2Rios está presente em todo o Brasil em mais de mil lojas multimarcas. Além disso exporta para mais de 20 países e busca cada vez mais presença online.O destaque da empresa é criar lingerie confortável, bonita e elegante, para todos os tipos de corpos, em todos os momentos da vida da mulher.

    Início do crescimento

    Paulo Roberto Fagundes relata que o primeiro grande passo para o crescimento da empresa foi a automação ao adquirir o plotter Jet Lux em conjunto com o Audaces Moldes e Audaces Encaixes. Estas soluções permitiram que a empresa começasse a oferecer seus produtos em outros mercados, como magazines e lojas especializadas em lingerie. E isso aconteceu porque a empresa conseguiu baixar muito o custo por peça.
    A automação, naquele momento, permitiu que a empresa saltasse de 20 a 30 mil peças para 50 mil peças por mês.
    Através da implementação do Audaces Encaixes houve redução de tempo, mas, sobretudo, de matéria prima. Afinal, como todo proprietário de confecção sabe, a matéria prima é um dos itens mais caros no preço final do produto. E, portanto, um grande ralo de desperdício que dificilmente é controlado em processos manuais.

    A relação custo benefício

    Evidentemente, uma das maiores preocupações de quem deseja investir em automação e tecnologia na sua empresa é sobre o custo destas inovações. E é o próprio Paulo Roberto Fagundes, proprietário da empresa, quem oferece uma grande dica:

    “Quando a gente adquiriu o plotter ficamos encantados com o resultado que trouxe para a gente. Inclusive, como a máquina foi financiada, o valor da parcela que nós pagávamos era menor que a economia que ela trazia para nós. Então a máquina, o plotter, na época, ele saiu de graça. Era muita vantagem ter adquirido. A gente só se arrependeu de não ter adquirido antes.”

    Dessa forma, percebe-se que a grande questão aqui é pensar no valor e o impacto que a tecnologia trará para o seu negócio e não no preço pura e simplesmente.

    Otimizando a mão de obra: Neocut Bravo em ação

    Com o propósito de continuar sua trajetória de crescimento, a 2Rios decidiu investir na aquisição da máquina de corte Neocut Bravo em 2006. Por consequência, a empresa conseguiu otimizar o trabalho dos funcionários.Novamente podemos perceber o impacto da automação a través das soluções Audaces nas palavras de Paulo Roberto, proprietário e fundador da marca:

    “Foi realmente um salto. Eu lembro muito da comparação que a gente fazia na época. Nós tínhamos três turnos na talhação. Eram três máquinas serra fita e as pessoas trabalhavam em hora extra, muitas vezes nos sábados, domingos, feriados, para conseguir vencer a produção. E quando a gente implantou a Neocut, a talhação automática, a gente reduziu para meio turno. Além disso a gente vendeu duas máquinas serra fita, ficou só com uma para talhar renda e alocamos essas pessoas em outros setores que precisavam. Assim conseguimos produzir em meio turno o dobro do que nós produzíamos em 3 turnos.”

    Máquina de corte Neocut em ação na 2Rios: agilidade, precisão e segurança.

    Automação garantindo qualidade do corte

    Paulo Roberto ainda afirma que os benefícios vão além da rapidez e agilidade, mas chegam, sobretudo, na qualidade do corte.
    Quem trabalha em confecções com processos manuais sabe que é praticamente impossível manter a mesma qualidade do corte desde a peça de cima da laje até a peça de baixo. Afinal, mesmo uma mínima torcida na pilha de tecidos já representa um corte fora do risco.Por consequência, esses “pequenos” problemas se transformam em grandes prejuízos. Ademais do desperdício com matéria prima, as peças mal cortadas têm que ser refeitas. Assim sendo, uma peça que deveria ser M acaba sendo refeita para o tamanho P. Neste processo de retrabalho é preciso considerar a manobra na produção para manter a qualidade, que envolve tempo e custos.Pelo contrário, com a máquina de corte automatizada Neocut o corte é preciso, garantindo a qualidade do corte da primeira à última camada. E tudo isso, por certo, com o máximo de aproveitamento de matéria prima.Como aponta Tamiris Kuhnen, gerente industrial da 2Rios, não se trata apenas de cortar mais rápido, mas a precisão do corte facilita a confecção. “Porque não tem erro. O que foi desenhado no molde sai na peça talhada. E as costureiras agradecem porque fica muito mais fácil de costurar.”A gerente industrial enfatiza igualmente a questão da agilidade da Neocut favorecendo o cumprimento dos prazos de entrega:

    “Hoje a gente entrega muito rápido. E esse é um dos destaques da 2Rios. Mas para que a gente tenha uma entrega rápida a gente precisa de um processo enxuto a ágil. E a máquina auxiliou muito o setor de corte para isso acontecer.”

    Precisão nos cortes da primeira à última camada.

    Tecnologia a favor da segurança e bem-estar

    Outro aspecto importantíssimo a ser considerado na adoção da tecnologia diz respeito à segurança e bem-estar do operador.A Neocut Bravo, por exemplo, interrompe o seu funcionamento assim que a área de trabalho é invadida. Por causa disso é considerada a máquina de corte mais segura do mundo! E, sem dúvida, a segurança do trabalho é um dos pontos mais importantes para garantir a qualidade da empresa como um todo.A automação com as soluções Audaces veio para facilitar o trabalho, gerando além da segurança, bem-estar. Como aponta a gerente industrial da 2Rios, Tamiris Kuhnen:

    “Essa é a nossa visão de indústria 4.0. A gente quer automatizar sim, a gente quer melhorar, mas a gente quer para que seja facilitada a vida do colaborador e consequentemente a gente atenda cada vez melhor o nosso cliente.”

    Audaces 360: Comunicação e gerenciamento

    Atualmente a 2Rios conta com as automação das soluções Audaces desde a criação até a sala de corte. O Audaces 360, uma solução completa que integra da criação até a produção, é a plataforma que auxilia na comunicação e gerenciamento.Na parte de desenvolvimento o Audaces Idea propicia o controle de processos e de custos de matéria prima com a ficha técnica integrada.

    Gerenciamento de coleção na 2Rios é feito com Fashion PLM Audaces ISA.

    Para Idaiane Ricardi, gerente de estilo, a Isa já se tornou seu braço direito. A comunicação entre setores e o gerenciamento das coleções se tornou muito mais fácil, rápido e econômico. Cumprir o cronograma já não é mais um problema!Para Paulo Roberto Fagundes, um dos melhores aspectos da tecnologia é o desenvolvimento do mostruário. Afinal, é possível atender clientes sem precisar ter o investimento e o tempo para cortar e costurar peças piloto para dar uma ideia de como ficaria. É possível fazer tudo isso online.“Foi uma virada de chave muito significativa.”Clique e assista agora o case de sucesso da 2Rios com a Audaces:

    Quer trazer essa realidade de sucesso para a sua empresa? Contate com um de nossos consultores.

    Caso deseje conhecer mais sobre Moda, Design e Tecnologia acompanhe o blog da Audaces ou nos siga pelas redes sociais Instagram e Facebook. Você também pode receber nossos conteúdos em seu e-mail e conferir todas as novidades em primeira mão pela nossa newsletter.

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  • Aprenda a otimizar o encaixe de moldes com Audaces Supera

    Aprenda a otimizar o encaixe de moldes com Audaces Supera

    Um dos facilitadores no processo de desenvolvimento de produto é a solução Audaces Supera. Um servidor de encaixe que economiza ainda mais matéria-prima e tempo de produção. Com ele, é muito mais fácil aliar qualidade e performance nos encaixes e o retorno pode ser visto já no primeiro mês de uso. Confira algumas facilidades dessa ferramenta, que é integrante da multissolução Audaces 360:

    • Possibilidade de trabalhar no Audaces Encaixe paralelamente ao processamento dos arquivos no Audaces Supera;
    • Diferentes usuários podem enviar arquivos de encaixe para o mesmo servidor;
    • Reordenar os arquivos da fila de encaixe conforme a prioridade;
    • Criar e gerenciar filas de encaixe disparados por diferentes computadores;
    • Cancelar e remover arquivos de encaixe conforme a necessidade;
    • Principais informações do arquivo de encaixe visíveis na interface do software;
    • Melhores resultados gerais de aproveitamento.

    De acordo com informações de empresas do mercado da Moda, cerca de 60% do custo de uma peça está na matéria-prima. Por isso, desenvolvemos uma tecnologia feita para garantir o máximo de economia para o seu negócio.

    Algumas vantagens que você terá com o Audaces Supera

    1. Cálculos automáticos

    Deixe seu computador trabalhar para você. Graças à Inteligência Artificial aplicada ao software, é possível criar filas de encaixes para serem calculados de forma automática.

    2. Estação de trabalho liberada

    Ao invés de ficar esperando o processamento ocorrer, o Audaces Supera é um servidor que deixa a sua estação de trabalho livre enquanto realiza o encaixe.

    3. Fila de encaixe (servidor de encaixe e priorização)

    O Audaces Supera proporciona uma fila de encaixes em que você pode gerenciar a ordem de prioridade. Assim, basta deixar a solução realizar os encaixes automaticamente.

    4. Maior aproveitamento

    Devido ao coprocessador Supera, existem mais algoritmos de encaixe, que são responsáveis por até 3% a mais de economia no comprimento.

    Calculadora Supera: saiba o quanto você pode economizar!

    Você já se perguntou o quanto de desperdício é gerado pela sua confecção? Se este questionamento nunca lhe ocorreu ou se você já se perguntou, mas não soube como fazer o cálculo, saiba que temos a solução para esse problema!

    Com a Calculadora Supera, você calcula o quanto, em reais, sua empresa pode economizar por meio da otimização do encaixe e do corte de moldes processados pelo Audaces Supera. Assim é possível ter em vista as vantagens de se investir em nosso servidor.

  • O que é Machine Learning e como ele atua na Indústria 4.0

    O que é Machine Learning e como ele atua na Indústria 4.0

    Machine learning (aprendizado das máquinas, em tradução livre) é um conceito muito presente nas tecnologias apresentadas à indústria pela Revolução 4.0. Essa natureza altamente tecnologia já é indício da complexidade do assunto, que envolve elementos de diversas áreas do conhecimento.

    Além disso, para além de um conceito puramente teórico, o machine learning possui diversas aplicações práticas, sobretudo na área da indústria e seus segmentos, como as confecções e indústrias de moveleiros.

    Essas aplicações promovem benefícios e melhorias na cadeia produtiva ao incorporarem outras ferramentas 4.0, como a inteligência artificial, a internet das coisas (IoT) e as máquinas superinteligentes.

    Quer saber o que é machine learning, como ele funciona e quais seus benefícios e aplicações na indústria? O blog Audaces preparou um conteúdo exclusivo sobre o assunto, acompanhe:

    O que é machine learning?

    Teoricamente, machine learning é a capacidade de computadores e dispositivos inteligentes aprenderem com o ambiente à sua volta conforme executam tarefas, coletam dados por meio de sensores e outros dispositivos, analisam e interpretam-os.

    Esse aprendizado é autônomo e pressupõe que a máquina ou sistema é capaz de mudar seu próprio comportamento, por meio de algoritmos e regras lógicas, para otimizar o funcionamento e a operação de determinada tarefa, no intuito de não somente torná-la mais eficiente, mas também agilizar a tomada de decisões em contextos semelhantes.

    Conforme novos dados são apresentados ao sistema, mais ele se torna capaz de entender seu contexto de atuação e mais fácil torna-se determinar padrões, prever tendências e analisar grandes quantidades de informações (Big Data).

    A origem do conceito

    A origem do conceito de machine learning está atrelado a diversos outros conceitos da informática, como a própria inteligência artificial, os algoritmos e outras teorias de Alan Turing (considerado o pai da Informática) durante a década de 1950.

    Para que serve machine learning?

    Todas as ferramentas e tecnologias baseadas em machine learning servem para um propósito bem definido: a automação. Isso é, tornar atividades repetitivas, mecânicas ou até mesmo de alta complexidade automáticas ou, ao menos, o menos dependente da intervenção e do investimento de tempo e capital humano para sua execução.

    Vale ressaltar que a existência de máquinas superinteligentes, softwares, sensores e outros dispositivos capazes de associar informações e aprender com elas não substitui o papel humano de nenhuma forma – muito pelo contrário, torna-o mais eficiente, contributivo e inteligente.

    Tomemos, como exemplo, a tomada de decisões feita por gestores. Por intermédio dessas ferramentas tecnológicas, além de haver uma necessidade menos dessas intervenções de última hora, quando elas são necessárias, há dados suficientes para que elas sejam o mais assertivas, rápidas e efetivas possível.

    Como funcionam os algoritmos de machine learning?

    Os algoritmos dessa natureza funcionam de forma muito complexa, de forma que seria impraticável explicá-los de forma detalhada neste conteúdo. No entanto, para que você entenda da melhor forma possível, sintetizamos essa complexidade em algumas características fundamentais:

    • O funcionamento dos algoritmos é baseado no entendimento de modelos, lógicas e padrões de funcionamento para que, a partir de análises, eles possam prever desvios ou novas situações;
    • A programação, nesse contexto, não precisa ensinar exatamente à máquina o que fazer, ou melhor, o passo a passo. Basta programá-la para entender a lógica de funcionamento de um processo e suas variáveis;
    • Na prática, as ações controladas pelos algoritmos envolvem: importar dados, extrair estatísticas, processar atributos, definir métricas de desempenho, processar o banco de dados conforme os atributos, treinar e executar modelos, fazer previsões etc.

    Quais as vantagens de usar machine learning?

    Naturalmente, como toda solução tecnológica vinculada à Indústria 4.0, o machine learning, quando aplicado no contexto comercial e industrial, proporciona diversos benefícios à operação. Confira os principais:

    Maior eficiência

    A eficiência é, sem dúvidas, o principal benefício da automação por machine learning em uma empresa. Trata-se, também, do principal objetivo das empresas que desejam manter o crescimento constante e maximizar a eficiência produtiva dos negócios.

    Ela acontece porque tarefas repetitivas ou exclusivamente manuais tornam-se automatizadas – como a etapa dos moldes em uma confecção, por exemplo. Além disso, devido à inteligência operacional dessas ferramentas, a padronização torna-se uma realidade, o que também contribui para resultados mais eficientes.

    Facilita a identificação de oportunidades

    Devido à capacidade de relacionar informações e interpretá-las de acordo com o seu contexto de atividade, as soluções inteligentes facilitam a identificação de novas oportunidades, por meio da resolução de gargalos e da eficiência, o que encoraja e proporciona as condições necessárias para que novas estratégias e oportunidades sejam exploradas.

    Otimiza a tomada de decisão

    A coleta, análise e interpretação de dados dos algoritmos permitem a previsibilidade de cenários, incluindo aqueles em que há gargalos e empecilhos produtivos que requerem a atenção de tomada de decisões da gestão.

    Graças a essa tecnologia, a tomada de decisão se torna mais eficiente e assertiva, tendo em vista que sua chegada pode ser antecipada, assim como a solução necessária, restando ao gestor decidir apenas qual o momento e a melhor forma de aplicá-la.

    Possibilita avaliar o negócio em tempo real

    Muitas das tecnologias 4.0 estão interligadas, o que, no fim, são os processos-chave para a automação, principal objetivo da indústria 4.0.

    Ter a possibilidade de acompanhar em tempo real os processos da cadeia produtiva é um dos grandes benefícios não somente do machine learning, mas também de todas as tecnologias associadas à automação tecnológica, como o IoT (internet das coisas), Big Data e afins.

    Aumenta as chances de resultados

    Por fim, resta dizer que uma das grandes vantagens de se automatizar um processo por meio do machine learning são os resultados que o investimento em tecnologia proporciona.

    Por meio da padronização de processos, da previsibilidade de tendências e rápida identificação de gargalos produtivos, a cadeia produtiva prospera e dinamiza seu fluxo, aumentando, consequentemente, as oportunidades de melhorias de resultados e lucratividade.

    Inteligência Artificial e machine learning: qual a relação?

    Agora que já começamos a entender melhor sobre o machine learning, é possível entender que há uma relação fundamental entre ele e as novas soluções tecnológicas que vêm se desenvolvendo no contexto da Quarta Revolução e da Revolução Tecnológica.

    Basta olhar ao nosso redor para constatarmos que, a todo tempo, usufruindo das ferramentas e benefícios dessas novas tecnologias – desde os celulares, máquinas de cartão de crédito, uma sala de cortes automatizada, o site deste artigo – em tudo isso há inteligência artificial.

    Aliás, a Inteligência Artificial é um campo de estudos da ciência relacionado à capacidade dos dispositivos eletrônicos de relacionar informações de forma semelhante ao raciocínio humano e à inteligência.

    Temos um conteúdo completo aqui no blog Audaces sobre a Inteligência Artificial – não deixe de conferir!

    Voltando à relação entre machine learning e IA, de forma geral, machine learning é uma das áreas específicas dentro do campo de Inteligência Artificial.

    Por um lado, a IA busca criar sistemas que possam emular a capacidade humana de inteligência; umas das formas de se atingir esse objetivo é desenvolvendo, por meio de algoritmos, a capacidade de analisar e aprender com o ambiente ao seu redor, e é onde se desenvolvem as ferramentas de machine learning.

    Exemplos de machine learning

    Por ser um assunto de alta complexidade, é muito comum que seja difícil de visualizar, na prática, a atuação do machine learning em contextos gerais e específicos. Sendo assim, listamos alguns exemplos de ML para te ajudar, confira:

    Aplicativos de geolocalização

    Se você já utilizou algum aplicativo de transporte e geolocalização, tais como Uber e afins, sabe que o aplicativo é capaz de aprender padrões, selecionar corridas e modificar a dinâmica de preços com base na previsibilidade de seus algoritmos. Isso é possível graças ao machine learning e à inteligência artificial.

    Serviços de e-mail e detecção de fraudes

    A identificação de emails SPAM é um grande exemplo de como o machine learning atua na identificação de padrões e na previsibilidade de novas situações.

    Seja por meio do remetente, o conteúdo das imagens e outros fatores pré-definidos, os filtros de email também atuam com base em algoritmos de IA e ML.

    Da mesma forma, a detecção de fraudes em aplicativos de vendas online, internet banking e cartões de crédito também atuam de forma semelhante na identificação de operações fraudulentas e comportamentos suspeitos e nocivos.

    Processamento da linguagem natural

    O processamento da linguagem natural (PLN) é, também, não somente uma das áreas específicas da IA, mas também uma ferramenta que se utiliza do machine learning para aprender os padrões das diferentes formas de linguagem e aprender com isso (síntese de voz e assistentes virtuais se utilizam dessa tecnologia).

    Tipos mais usados de machine learning

    A fins de operacionalização, o uso do machine learning em forma de dispositivos, algoritmos e outras soluções tecnológicas pode ser dividido em “tipos” – ou modelos, formas de dotar uma máquina da capacidade de aprender. Os 4 principais são:

    1. Aprendizado supervisionado

    Como o próprio nome sugere, nesse tipo de machine learning existe um supervisionamento humano dos algoritmos e dos modelos (chamados de rotulados) que servem como ponto de início para os trabalhos de análise e aprendizado do dispositivo.

    As definições de “certo” e “errado” são, em princípio, manualmente inseridas pelo programador e a máquina, a partir disso, estabelece comparações com base nesses parâmetros.

    2. Aprendizado semi-supervisionado

    Trata-se de um modelo intermediário, utilizado sobretudo levando-se em consideração o custo-benefício da programação de dados rotulados no sistema. Nesse caso, o sistema é capaz de lidar com dados rotulados e não-rotulados (ou seja, não pré-definidos).

    3. Aprendizado não-supervisionado

    A programação não-supervisionada acontece quando um sistema exige grandes quantidades de modelos não-rotulados, o que exigiria um grande esforço por parte do programador para definir todos os “certos” e “errados” em todos os seus contextos.

    Sendo assim, o machine learning não-supervisionado opera de forma intuitiva, sem a intervenção humana (além da programação inicial e da manutenção dos algoritmos), aprendendo com a análise de conjuntos de dados coletados e processados.

    4. Aprendizado por reforço

    Por fim, o aprendizado por reforço pode ser definido como um aprendizado comportamental, isso é, ele parte do princípio da tentativa e erro para a definição de seus modelos rotulados e, com base nisso, aprender e prever novas situações, reforçando sequências de acerto e erros em seu banco de dados.

    Machine learning: aplicações em contextos empresariais e industriais

    Já vimos que o machine learning está inserido em todos os aspectos das nossas vidas cotidianas, no entanto, é nos contextos empresarial e industrial que suas tecnologias são mais aplicadas e, consequentemente, proporcionam melhores vantagens.

    Nas empresas, o ML está inserido nos sistemas de gestão, integração, ERPs etc. Já nas indústrias e fábricas inteligentes, em que o uso de maquinário é mais frequente, o ML está presente em diversos aspectos – seja ele o próprio maquinário, que executa os processos físicos, tanto quanto os sistemas que controlam essas máquinas.

    Nas confecções, por exemplo, podemos encontrar ML nos PLMs (gerenciadores do ciclo de vida dos produtos), como no caso do Audaces ISA, mas é na sala de corte 4.0 em que o maquinário superinteligente ganha destaque.

    Neste caso, nos referimos às máquinas que executam uma das principais etapas do processo de confecção – o encaixe e o corte dos moldes que se tornarão peças de roupas, estofados e afins.

    Esses equipamentos são capazes de funcionar de forma inteligente, aplicando as melhores técnicas ao processo para que ele se torne o mais eficiente possível. É o caso da Neocut Bravo, a máquina de corte mais inteligente e segura do mundo.

    Conclusão

    Como vimos, o ML é uma área extensa e complexa dentro da Inteligência Artificial, mas, apesar disso, é possível observar suas aplicações práticas tanto no dia a dia quanto em contextos mais específicos, como nas indústrias e confecções – locais em que o machine learning proporciona amplos benefícios, como a redução de custos e aumento da lucratividade.
    Aqui no blog Audaces você fica por dentro de todos os assuntos sobre tecnologia, Indústria 4.0 e Indústria da Moda. Acompanhe nosso blog e não perca nenhuma atualização de conteúdo. Até a próxima!

  • 30 anos de Audaces: entrevista com os fundadores Claudio Grando e Ricardo Cunha

    30 anos de Audaces: entrevista com os fundadores Claudio Grando e Ricardo Cunha

    Em 1992, prestes a concluir a graduação em Ciências da Computação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), os então universitários Claudio Grando e Ricardo Cunha ainda estudavam uma maneira inovadora de aplicar o conhecimento que haviam adquirido em sala. A única certeza naquela época era de que ambos queriam trabalhar com pessoas do bem, que compartilhassem dos mesmos valores e do mesmo objetivo: transformar vidas e empresas.

    Inicialmente, os dois desenvolveram um software para otimização de corte de chapas de madeira voltado à indústria moveleira. Mas logo perceberam grande similaridade com problemas enfrentados nas confecções de moda. Nascia aí a solução fácil e intuitiva que viria a revolucionar a indústria fashion no Brasil e no mundo.

    O nome Audaces vem da palavra Audácia, presente no DNA dos seus fundadores e da própria empresa. Há 30 anos ela é o combustível que impulsiona sócios e colaboradores a inovar, revolucionar e transformar a vida daqueles que também são apaixonados pelo que fazem, assim como a Audaces.

    Hoje, três décadas depois, a Audaces se transformou em uma referência mundial em inovação tecnológica para o mercado da moda, exportando seus produtos para mais de 70 países e consolidando-se como líder e referência na América Latina.

    Quer conhecer mais sobre a história, a visão de mercado e o que vem por aí nos próximos anos? Então leia abaixo a entrevista dos fundadores da Audaces, Claudio Grando e Ricardo Cunha.

    Como surgiu a ideia de criar a Audaces?

    Ricardo: Mesmo muito jovens, em 1992, a gente já entendia que aquilo que estávamos fazendo era algo legal. Estávamos dentro da universidade, em um contexto de tecnologia, começando a presenciar a demanda das empresas, já que muita gente batia à porta dizendo que precisava de soluções para determinados problemas – e nós já tínhamos consciência de que poderíamos fazer algo. E, ao nos aprofundarmos um pouquinho mais nesse trabalho, a gente viu que existiam algumas oportunidades de mercado. Então nós percebemos que chegava o momento de pegar aquilo que estávamos criando dentro da universidade e colocarmos na rua. É um pouco daquele retorno, né? A gente se forma na universidade para fazer alguma coisa na vida. E naquele momento em que decidimos montar a empresa a gente viu que essa oportunidade existia e era concreta.

    Grando: Quando eu e o Ricardo estávamos para nos formar, e ainda em dúvida sobre o que faríamos “da vida”, nós tínhamos algumas certezas. A primeira delas era que a gente queria trabalhar com gente do bem. A segunda é que a gente queria levar tecnologia para as indústrias e para o mercado, gerar resultados e transformar a vida das pessoas. Mas, sem dúvida, o fator maior de decisão estava relacionado às pessoas: bom, vamos criar uma empresa porque assim a gente controla o ambiente, sabendo que teremos gente do bem com a gente.

    Em que momento perceberam que a solução desenvolvida pela empresa poderia beneficiar a indústria da moda?

    Ricardo: Essa é até uma situação engraçada. A gente começou o nosso trabalho de empresa desenvolvendo um produto que era para otimização de matéria-prima. Naquela oportunidade, a gente fazia para a indústria de móveis e, com o tempo, percebemos que poderíamos fazer algo de similar para a moda. Percebemos que, na indústria da confecção, existia um problema similar, e a gente começou a se aproximar um pouquinho dessa área para ver de que maneira a gente poderia atender. E é claro que naquele momento também a gente já fazia aplicações CAD, tinha desenho gráfico, usava computação gráfica, e aí a gente viu que as duas coisas se casavam: essa otimização da matéria-prima com a base de tecnologia que a gente já tinha no sentido de criação de aplicações CAD.

    Grando: A gente começou em outras indústrias e sempre com Inteligência artificial, sistemas gráficos. E a solução que nós tínhamos para planejamento de otimização de corte de chapas de madeira, nós percebemos que tinha uma similaridade com a indústria têxtil e confecção. E a partir daí foi migrar e criar uma solução, porque entendemos que aí tinha um mercado igualmente interessante.

    O que faz da Audaces uma empresa que se destaca no seu segmento de atuação?

    Ricardo: Daria para falar muitas coisas. A gente tem muita dedicação no mercado em que a gente atua. E a dedicação se traduz por ir até o mercado, entender o cliente, criar coisas que eram de fato úteis do ponto de vista do usuário e não de um laboratório. Eu acho que existe um aspecto bem interessante também: o desafio. A gente sempre gostou bastante de se desafiar. Veja bem: dois jovens em um país da América do Sul, no Brasil, competindo com um monte de tecnologias pelo mundo, e a gente nunca se reduziu por conta disso. Fomos atrás do desafio. Muitas vezes as pessoas nos diziam que isso não seria possível, que era muito difícil de fazer. E a gente, mesmo assim, metia a cara e fazia. Eu acho que esse é um aspecto que traduz um pouco a questão da Audaces, da audácia. E, de fato, a oportunidade. A oportunidade surgiu. Da mesma forma como a gente tem uma origem local que é carente de tecnologia, existe muita oportunidade para tecnologia. E a gente, se apropriando deste conhecimento e deste valor, conseguiu fazer uma incursão no mercado bem vitoriosa.

    Grando: A gente sempre desenvolveu tecnologia inovadora, diferente, com muita inteligência por trás e extremamente fácil de utilizar para o nosso cliente. O primeiro ponto que nos destacou foi a facilidade de uso das nossas soluções em comparação à alta tecnologia que nós utilizávamos dentro dos nossos sistemas. E também a transformação no negócio do cliente. Acho que esse é o nosso maior destaque. Uma coisa que me deixa muito tranquilo e que falo para as pessoas é que, quando a gente leva um produto com o conhecimento da Audaces para o cliente, a gente sabe que vai transformar o negócio e a vida dele. Porque a gente tá aplicando e gerando resultado ao cliente. Acho que esse é o grande motivo do nosso sucesso.

    Audaces ISA – O Fashion PLM da Audaces
    Audaces ISA – O Fashion PLM da Audaces

    Como acontece o processo de desenvolvimento das soluções e equipamentos Audaces?

    Ricardo: Esse contato com o cliente e com o mercado já nos traz muitas suposições do que poderia ser a tecnologia do futuro. E é claro que a gente também olha um pouquinho transversalmente. O que está acontecendo no mercado e como isso pode ser apropriado nas áreas em que a gente atua. Então eu diria pra você que tem um pouco de desafio: qual será o próximo desafio que iremos trazer para suprir uma necessidade do mercado? Então acho que existem esses dois componentes: a busca de conhecimento, a busca de novas pesquisas ou áreas afins, que podem ser aportados na área em que a gente tua. E, claro, um ouvido e um olhar muito atentos às necessidades do mercado.

    Grando: Nós estamos bem próximos do cliente, então a gente analisa como é que a moda se comporta nos EUA, na Europa, na Asia, na América Latina e qual é o próximo passo de cada um destes mercados, visto que estão em momentos diferentes, e quais são as soluções que a gente deveria ofertar para essas indústrias de maneira que a gente possa colaborar com o desenvolvimento delas. A gente recebe também muitas sugestões de clientes para novos produtos e ferramentas. Mas somos reconhecidos por algumas disrupções que fizemos no mercado. O Digiflash, por exemplo, foi a primeira solução no mundo para digitalizar com foto, em 2004. Isso ninguém nos pediu, nós vimos a oportunidade de criá-lo. O 4D, mais recentemente, baseado na análise de como o estilista desenvolve moda há séculos. E a gente viu que as soluções de tecnologia, inclusive as nossas que existiam até então, não acompanhavam o processo natural de criação de um estilista. Então a gente criou uma pesquisa e desenvolvemos algo realmente disruptivo, uma tecnologia patenteada pela Audaces. E nasceu o 4D, que hoje é uma ferramenta única no mundo e que, pela primeira vez, o estilista tem uma ferramenta na mão dele onde ele consegue dar vida às suas criações em poucos minutos.

    Além da Audácia, presente no DNA da empresa, quais outros valores movem a Audaces em direção aos seus objetivos?

    Ricardo: A gente tem esse componente da audácia, como eu mencionei antes, mas existem algumas coisas que talvez sejam subjetivas. Nós gostamos muito de gente, de nos aproximarmos de pessoas que tem propósito, que tem desejo de evoluir. Um pouco daquela coisa de não querer parar enquanto souber que pode ir além. Então, esse componente “pessoas” é muito forte na nossa cultura. As pessoas que passam pela Audaces percebem que aqui existe algo de diferente. E Isso tem muito a ver com família, com estar em um ambiente que se gosta de estar. E nós tentamos fazer daqui um ambiente que seja o melhor de todos. Eu tenho muito isso para mim: a Audaces, para mim, é uma casa, eu procuro abraçar as pessoas, me importar com as pessoas. E essa é uma visão que eu e o Grando compartilhamos. Mas, claro, além da questão desta paixão existe ainda o propósito, a busca de resultado, a eficiência. Acredito que essa dinâmica entre como você vive com as pessoas, a busca por desafios, acho que estes são componentes que tornam o ambiente interessante. A gente já passou por diversas ondas e crises e percebemos que existe uma alma aqui dentro que nos coloca para frente. Acho que isso tem muito a ver com a dinâmica da Audaces. É um pouco difícil de explicar, muito subjetivo. Mas eu entendo que isso faz com que as pessoas se motivem.

    Grando: Nós criamos a Audaces já com base nestes três valores: Audácia, Colaboração e Resultado. Audácia vem de fazer coisas diferentes, de procurar desafios. A gente age realmente buscando desafios para vencer. A gente quer fazer isso sempre em colaboração: seja em colaboração dentro da Audaces, com nossa equipe, quanto com nossos clientes. Então, nosso segundo valor é a Colaboração e eu tenho muito orgulho disso. E o terceiro valor é Resultado. De novo, a gente tem que trazer resultado para o nosso cliente, para trazer resultado para nós. O nosso lucro é justo a partir do momento em que a gente eleva o lucro do nosso cliente.

    Qual a visão da Audaces para o futuro e o que podemos esperar de tecnologia e desenvolvimento em breve?

    Ricardo: A gente vem estudando como aplicar algumas tecnologias no mercado. Isso é um pouco de aposta e um pouco de validação do próprio mercado. Às vezes é difícil especificar, eu não gosto de predizer as coisas. Mas a gente está muito nessa linha de digitalização. De que maneira esses componentes da digitalização, da troca de informação e do online repercute na nossa vida. E aí estão os celulares e a própria internet, os serviços, que de uma forma ou de outra estão em uma nuvem que está em volta da gente. A gente está muito ligado nesses aspectos e hoje entregamos tecnologias que ajudam muito nesse sentido. O que eu gosto de pensar é que há 30 anos a gente era uma sementinha e ainda assim creio que fizemos um bom trabalho, plantamos uma bela árvore que deu frutos. Se a gente, há 30 anos, conseguiu construir isso que estamos vivendo hoje, eu fico pensando no que vamos conseguir fazer daqui a 5, 10 anos em função da posição, do conhecimento e da equipe fantástica que a gente tem. Esse aspecto é super promissor. Se hoje temos um presente muito interessante, eu diria até brilhante, eu consigo imaginar o que vai ser o futuro. Porque a gente tem a faca, o queijo, a mesa e todos os componentes para poder realmente construir um futuro muito brilhante.

    Grando: Nós já somos uma Fashion Tech reconhecida mundialmente, e a gente quer ser cada vez mais reconhecidos como a Fashion tech mais dinâmica e mais tecnológica para a criação 4.0 e para a sala de corte 4.0, nesse momento. A Audaces já está no futuro, porque as soluções que a gente tem hoje elevam as empresas para um patamar que pouquíssimas (talvez dezenas ou centenas) de empresas no mundo estejam vivendo. Então nós queremos ser reconhecidos como a Fashion Tech mais dinâmica do mercado da moda.

    Como vocês se sentem por saber que desenvolveram uma solução que revolucionou a vida dos profissionais de moda e que ainda transformará a vida de muitos outros?

    Ricardo: Eu já tive testemunhos pessoais de pessoas que se aproximaram de mim e falaram: “Olha, você mudou a minha vida”. Eu não tinha a intenção de mudar a vida de ninguém, mas percebo que a gente realmente fez uma entrega de valor muito importante, especialmente para aquela pessoa. Acho que similar a isso a gente deve ter muitos outros casos. Eu posso dizer que esse é o sentido da realização. Tem muita gente que atua socialmente em uma causa. A gente atuou socialmente de uma forma muito interessante: ajudando pessoas e famílias a progredirem, a contratarem outras famílias e tudo mais. A gente conheceu empresas muito pequenas que, claro, pela competência dos profissionais que estão lá dentro e também muito pela ajuda das nossas tecnologias, se desenvolveram e se tornaram grandes empresas. E se tivesse uma palavra para dizer: sim, eu sou uma pessoa muito orgulhosa por conta disso. A gente realmente fez uma entrega muito bacana nesses anos de atuação e eu tenho certeza de que isso me preenche, me dá muito orgulho e acho que isso pode ser tratado como uma obra que a gente fez. E eu fico muito feliz por ter chegado até aqui com esse tipo de entrega.

    Grando: Essa é a parte mais fantástica e mais gratificante. Receber elogios ou as pessoas virem nos contar que a gente transformou a vida delas, que a gente transformou suas empresas. Uma empresa pequena que surgiu e que cresceu muito porque a gente ajudou. Ou uma empresa gigante, que a gente conseguiu transformar. Temos muitos casos de empresas gigantes que a gente transformou, e isso é fantástico. E a gente transforma isso pelas pessoas. E, ao mesmo tempo, dentro da Audaces, a gente tem histórias fantásticas. Tem pessoas que estão aqui há décadas, e que evoluem o tempo inteiro. E o que me deixa muito feliz é saber que aquele nosso sonho de 30 anos atrás se realizou. O nosso principal objetivo era trabalhar com gente do bem, gente que gosta de desafios. E transformar a vida das pessoas. E isso é muito legal.

    O que um profissional precisa ser/ter para trabalhar dentro da Audaces?

    Ricardo: Primeira coisa é ter um motor próprio: ter vontade e disposição. Eu acho que para a pessoa se destacar aqui dentro deve buscar por responsabilidade. Às vezes, a pessoa vem até aqui em busca de um ganho, só que esse ganho não vai acontecer se a pessoa não assumir responsabilidade. A gente tem algumas gerações de gestores aqui dentro que, mais do que a questão financeira (que sempre é muito importante e pertinente), vem buscar de que maneira se projetam para frente. E isso só vai acontecer por conta de se agregar responsabilidade e entregar resultado. Acho que isso é uma coisa muito importante. Claro que na etapa inicial da vida de um profissional isso é muito subjetivo. Então dentro da Audaces a gente tem programas de formação de lideranças, que ajuda as pessoas a se liderarem como indivíduos e também a buscar uma liderança diária. Existe também a liderança pessoal – eu consigo fazer as minhas entregas, eu consigo fazer meu resultado. E existe a de grupo, onde você consegue catalisar o esforço de várias pessoas para fazer a entrega também. A Audaces dá espaço para isso. Mas o mais importante é a gente entender que pode ir muito mais adiante do que a aquilo que imaginamos.

    Grando: Tem que ter uma identificação grande com os nossos três valores, tem que ser uma pessoa que gosta de vencer desafios, seja em que área for, porque a gente, mesmo nas áreas operacionais, está sempre se desafiando a como fazer melhor. Se a gente quer levar a melhor solução para o nosso cliente, dentro de casa a gente também tem que ter as melhores soluções. Tem que saber trabalhar em colaboração, tem que saber trabalhar em time e para o time. A gente tem certeza de que o resultado só vem se a gente trabalhar em colaboração. E a pessoa tem que gostar de resultado, ou seja, nós estamos aqui para atingir meta, para bater meta, nós estamos aqui para levar soluções inovadoras ao mercado. Nós não estamos aqui para brincar, nós estamos aqui para nos divertir gerando resultado.

    A missão da Audaces é “Promover o sucesso do cliente pela indústria 4.0”. De que forma isso acontece na prática?

    Ricardo: A gente está falando da Indústria 4.0, que é, justamente, como processos, como equipamentos, como inteligências interagem em busca de melhorar os resultados. Industria 4.0 é um nome para essas tecnologias. Mas a Audaces já faz isso há muito tempo. Muito antes de existir este conceito. Então a Indústria 4.0 vem com uma pegada muito interessante para todos os processos que têm dentro de uma indústria de confecção. E a Audaces já faz isso há um bom tempo. Acho que a Indústria 4.0 vem muito nessa linha de potencializar e dar recurso para o nosso cliente em uma visão diferente da de simplesmente colocar em linha e muito mais. São coisas que acontecem ao mesmo tempo, dando mais eficiência, tornando a empresa mais perene no mercado, porque ela entrega com melhor custo, com mais rapidez, sem erro e com assertividade. E essas são coisas que toda a indústria precisa, e a indústria da confecção mais ainda.

    Grando: Nós aplicamos a Indústria 4.0, para resumir, em duas grandes áreas: Criação 4.0 e a Sala de Corte 4.0. Na criação 4.0 a gente tem várias soluções, com o Audaces 360. Dentro do 360 a gente tem a ISA, que é o nosso Fashion PLM. Nós temos o 4D, que é revolucionário para o estilista. Nós temos o Idea, Moldes, Encaixe e o Supera. Ou seja, é um conjunto de aplicativos e de soluções integradas em uma plataforma tecnológica que coloca todas as pessoas da área de criação trabalhando em conjunto e em time. Porque é o que a gente acredita. A criação de moda tem que ser cada vez mais rápida, tem que chegar no mercado cada vez mais rápido, com um custo que o consumidor quer pagar, com o estilo que o consumidor quer comprar. E quem consegue fazer isso de uma maneira mais rápida e eficiente, vende mais. E como é que você faz isso? Com o time de criação todo integrado. Quando você tem processos sequenciais dentro de uma indústria “normal”, digamos assim, 2.0 ou 3.0, é muito comum você ver pessoas da área de criação trabalhando estressadas o tempo inteiro. Estão sempre correndo atrás do cronograma. E aí a criatividade fica em segundo plano. A gente consegue com essa plataforma tecnológica, com esses processos, com nosso conhecimento, mudar a cultura dessas empresas, mudar o ambiente, mudar a performance das pessoas. E elas passam a trabalhar mais felizes, porque elas conseguem se dedicar mais tempo para aquilo que realmente agrega valor na criação e entregar os seus trabalhos dentro do prazo. Outro dia a gente recebeu uma cliente aqui dentro da Audaces e ela disse que, como gerente de criação, ela jamais imaginou que poderia ter uma vida tranquila como a que ela tem hoje, na qual chega para as reuniões na segunda-feira e está tudo dentro do prazo. “A última coleção que eu fiz foi a que mais vendeu na história. Vocês transformaram a minha vida”, ela nos disse. E dá para fazer, a tecnologia está aí para isso. A Audaces não vende mais uma máquina de corte ou uma enfestadeira. Nós vendemos uma sala de corte totalmente integrada e esses equipamentos se conversam, tomam decisões pelo cliente e você consegue ter aí uma sala de corte muito mais eficiente. E, novamente, as pessoas trabalhando se sentem muito mais valorizadas, em um ambiente de trabalho mais tranquilo e muito mais produtivo.

    Os 30 anos marcam um reposicionamento Global da empresa, o “We are the Industry 4.0”. O que esse posicionamento representa para a Audaces e quais impactos podemos gerar para o mundo?

    Ricardo: O mundo que a gente habita já deixou de ser local há muito tempo. A Audaces está presente em 70 países, e essa presença vem justamente com tecnologias que são encaixadas em alguns nichos da indústria. Quando a gente reforça muito essa questão da Indústria 4.0 significa que a gente tá em um nível acima. Você pega vários processos que são automatizados e os integra. Com essa visão de processos integrados, você tem um ganho adicional corporativo. Não apenas num setor ou naquele nicho, como falei. Isso serve não apenas para o nosso estado, mas para a América Latina e para qualquer lugar no mundo. E o que a gente busca com esse novo posicionamento e com esse viés é chegar a novos mercados que a gente não atua tão diretamente, mas apresentando essa proposta que, mais do que otimizar um corte, uma modelagem ou algo do gênero, a gente automatiza e melhora todo um processo e esse nível de ganho é muito mais alto do que aquele lugar que eu falei.

    Grando: Hoje, no mundo, quase a totalidade das indústrias de confecção ainda estão na indústria 3.0. Hoje nós somos uma empresa global, estamos à frente de mais de 70 países com quase 100 mil usuários. O nosso grande desafio e o que a gente realmente quer é levar essa experiência da indústria 4.0 para o mundo. E porque hoje é acessível isso, é fácil: as pessoas podem usar, as empresas podem adquirir. E a gente tem que levar não só a solução, mas o conhecimento para ajudar as pessoas a adotarem essa tecnologia. E nós estamos preparados para isso.

    Nestes 30 anos, quais foram os maiores destaques e os grandes aprendizados?

    Ricardo: Bom, 30 anos tem muita coisa para contar. Nós tivemos vária fases em que a cada dobrar de esquina, que significa vencer desafios que eram difíceis de se vencer, a gente comemora. Eu me lembro muito da parte inicial, onde a gente tinha que entregar um resultado de otimização como um todo. A gente conseguiu chegar, e isso é muito bacana. Uma outra etapa onde a gente tinha que se tornar internacional, se mover ou entregar de uma forma que possa ser visto no mundo inteiro. A gente sempre teve essa visão de mundo, entendendo que a tecnologia do mundo serve para as várias áreas, e essa troca sempre tem um ganho. Esse é um outro marco. A hora que a gente entrou na fabricação de equipamentos, deixando de ser uma empresa que entregava apenas software e entregamos hardware, também foi um marco. A gente teve, num primeiro momento, a parte de plotter e, num segundo momento, máquinas de corte e enfestadeiras. E isso, esse conjunto de soluções, nos posicionou de uma forma bem destacada. Hoje somos entre duas ou três empresas no mundo que temos a linha inteira de produtos, e isso é bastante representativo. E isso é outro ponto de destaque. Não dá pra deixar para trás também um outro grande marco, quando a gente se estabeleceu fora do país. Algumas tentativas pela América Latina, mas fincamos realmente o pé na Itália, com a nossa filial de lá. E isso é um grande marco. E hoje eu posso te dizer que estamos vivendo um novo marco. Esse marco que a gente batizou de indústria 4.0, onde todas as nossas soluções são integradas. A gente consegue trabalhar como se fosse uma nuvem de solução. E isso torna o mercado explorável de uma outra maneira. No sentido de que ontem eu atuava em um nicho e hoje basicamente eu posso atuar em qualquer nicho de empresa. Então esse é o novo marco que a gente vive e que é uma coisa bem interessante também. A gente já está apreciando muito e os resultados já estão vindo com esse novo posicionamento.

    Grando: Bom, aprendizado a gente tem o tempo inteiro. Mas o maior deles é que vale a pena mesmo a gente investir nas pessoas. Sempre que a gente investe nas pessoas que acreditam no sonho da Audaces, a gente acerta. O grande aprendizado é que vale realmente investir nas pessoas, são elas que mudam o mundo. E acho que um dos maiores destaques é que a gente nasceu com o espírito de ser global. Por sermos uma empresa de tecnologia, a gente sabia que não podíamos ser uma empresa de um país só, ela teria que ser global. Nós temos que competir nos mercados mais exigentes do mundo. Então por que que a gente escolheu ser uma empresa italiana também? Porque, na Itália, tem-se efetivamente um grau de exigência altíssimo para a moda. Se não é o maior do mundo, seguramente está entre os três maiores do mundo em termos de exigência. Então, se nós estamos lá e a gente atende bem aos clientes de lá, nós vamos atender bem em qualquer lugar, inclusive aqui no Brasil. Esse é o nosso desafio: a gente nasceu já com o espírito global e estamos nesse nível. E volto a dizer: conquistamos isso com Audácia.

  • Tudo o que você precisa saber sobre coleção de moda

    Tudo o que você precisa saber sobre coleção de moda

    Resumo

    • A coleção de moda traz roupas e/ou acessórios com temas relacionados, respeitando o estilo de quem compra e a identidade da marca;
    • Para que uma confecção crie sua coleção de moda, é preciso passar por diversos processos;
    • Crie sua coleção de moda de forma integrada com a solução completa Audaces360!

    Algumas passam pelas grandes passarelas de moda, outras vão direto às prateleiras das lojas. Mas afinal, o que é uma coleção de moda?

    A resposta para essa pergunta é complexa e envolve diversos fatores: criativos, mercadológicos, de tendências, prazos e muitos outros. Para que uma coleção seja coerente, são aplicadas metodologias de criação que auxiliam os designers a organizar suas criações.

    Quer conhecer todos os processos envolvidos em uma coleção de moda e como otimizá-los para produzir coleções mais completas em tempo menor? Confira o conteúdo a seguir!

    O que é e como funciona uma coleção de moda?

    Uma coleção é a reunião ou conjunto de peças de roupas e/ou acessórios que possuam alguma relação entre si. Essa relação normalmente está centrada no tema escolhido, que por sua vez está relacionado com o estilo do consumidor e a imagem de determinada marca.

    O funcionamento de uma coleção e seus princípios são, em teoria, muito simples. Ela serve para introduzir ao mundo da moda as ideias e os conceitos do estilista por meio de suas composições, técnicas, tecidos, cores, cortes e outros elementos fundamentais das peças de roupa.

    A maioria das coleções, desde as marcas mais sofisticadas até as em estágio inicial, são geralmente compostas por dois tipos de produto: os básicos, que permanecem em venda por mais tempo (mais comuns no prêt-à-porter) e os fashions, que têm um período de venda mais curto, muitas vezes limitado.

    Conheça o software de IA para desenho de moda Audaces Sofia.

    Como surgiu o conceito de coleção?

    Charles Fréderik Worth, por volta de 1850, foi o primeiro costureiro a se tornar “criador”, ou seja, algo parecido com a profissão de designer hoje em dia. Em vez de costurar somente por encomenda, começou a costurar as roupas por conta própria e oferecê-las a suas clientes.

    Para apresentar essas roupas, contratava mulheres de biotipo semelhante ao de suas clientes, inaugurando assim a profissão de modelo/manequim. Apesar de todos esses detalhes, ainda não havia uma unidade visual entre as peças.

    Foi Paul Poiret, no início do século XX, que começou a criar utilizando um tema, no caso dele, a inspiração oriental. Ainda não constituía coleções propriamente ditas, mas começou a utilizar o conceito de tema de inspiração.

    Já Elsa Schiaparelli, por volta de 1930, foi a primeira a desenvolver coleções com temas específicos. Esses temas apareciam em diversas peças, por meio de estampas, bordados e recortes.

    Quantas peças tem uma coleção de moda?

    Ao desenvolver uma coleção padrão (em relação ao tamanho), é comum que ela tenha, pelo menos, 12 peças/looks. No entanto, existem coleções menores ou maiores, a depender de fatores como sazonalidade, tempo de execução, orçamento e afins.

    Dessa forma, há coleções que contam com 8 peças, as chamadas coleções-cápsula, e outras que possuem dezenas, como no caso de grandes marcas. Não há um número máximo de peças, isso depende da estratégia de vendas e do orçamento da coleção.

    Além disso, dependendo da categoria do produto em que estiver inserido a sua marca, a distribuição dos itens (maior número de peças individuais ou looks completos) acaba exigindo uma coleção maior ou menor.

    Leia mais: O que é e como criar uma coleção-cápsula com estratégia?

    Tipos de coleções de moda

    Modelos desfilando uma coleção de moda na passarela.

    Do ponto de vista de vendas, as coleções podem ser de dois tipos: conceituais ou comerciais.

    Coleções conceituais

    As coleções conceituais têm o intuito de evidenciar o tema trabalhado, de explorar um conceito, ideias e outras inspirações do designer no momento de concepção do trabalho. Devido a essa natureza, ninguém “usa” necessariamente as roupas exibidas nas passarelas.

    O objetivo é que, a partir destas peças, sejam criadas outras que captem o espírito da coleção, mas que atendam os quesitos de vestibilidade do mercado, das tendências e da preferência do público-alvo da coleção.

    Leia mais: Descubra como fazer seu moodboard de moda em 4 passos

    Coleções comerciais

    Já as comerciais são aquelas que já são criadas com o objetivo de serem vendidas. Ou seja, não se focam no estágio conceitual, que é o aprofundamento do tema escolhido.

    Apenas fazem uso dos estudos das tendências de moda para lançar conjuntos de roupas e acessórios que trabalhem um determinado tema e chegam rapidamente ao consumidor.

    Leia mais: 8 dicas para fazer um shooting de moda de sucesso

    Coleção de moda e storytelling

    Uma das principais ferramentas metodológicas aplicadas na criação de coleções é o storytelling, ou seja, “contação de histórias”.

    A ideia em si não é nova, afinal, os seres humanos contam histórias desde as épocas das cavernas. No entanto, são recentes os estudos relacionados à importância das marcas (e no caso, as coleções de moda) contarem histórias.

    O objetivo é tornar mais humana a relação entre o consumidor e o produto, ao gerar laços afetivos e emocionais.

    Leia mais: Aprenda como fazer um editorial de moda da sua coleção

    Como criar uma coleção de moda?

    Do momento em que nasce a ideia de criar uma coleção até o momento final, no desfile de moda, existem diversas etapas na construção de uma coleção de moda.

    Por meio deles, é possível organizar e operacionalizar os processos de forma eficiente para eliminar erros, retrabalhos e atrasos no cronograma.

    Confira:

    Escolha qual será o tipo da sua coleção

    Como visto, existem, ao menos, dois tipos de coleções, então o primeiro passo para criar a sua é definir se ela será conceitual ou comercial.

    Essa escolha depende de alguns fatores, especialmente os mercadológicos e os objetivos da sua marca.

    Leia mais: 7 passos para você criar o seu planejamento de coleção de moda

    Faça uma análise do mercado

    Os produtos da indústria fashion também são bens de consumo, ou seja, atendem às necessidades de um público consumidor que está em constante modificação à medida que tendências vêm, vão ou são resgatadas.

    Por esse motivo, analisar o mercado é uma das ações primordiais para o sucesso de qualquer coleção. Analise o mercado e as tendências, especialmente as europeias, que costumam ditar a moda por aqui.

    A partir disso, você terá noção até mesmo do tipo de coleção mais adequada para o momento, quantidade de peças e outros detalhes essenciais.

    Estabeleça o público-alvo

    Toda coleção de moda possui um público-alvo. Se a pesquisa de mercado ajuda a entender as tendências e os comportamentos que estão em alta, a definição de um público-alvo ajuda a filtrar as ideias do designer e refinar ainda mais as peças finais para que ela satisfaça o segmento escolhido como alvo dessa coleção específica.

    Procure coletar o máximo de informações sobre o público-alvo: informações socioeconômicas, perfil de consumo, faixa etária, preferências estéticas, afinidades etc.

    Monte um cronograma de coleção de moda

    O cronograma da coleção é a etapa primordial no planejamento de uma coleção bem sucedida. Isso porque ele envolve a gestão de todo o tempo envolvido nos processos desde a aquisição dos insumos, passando pelas etapas criativa e de confecção até a embalagem e distribuição.

    Devido à sua importância, o cronograma deve ser planejado corretamente e seguido à risca para que não haja atrasos e outros imprevistos que custem tempo e dinheiro para você.

    Leia mais: 5 passos para fazer o seu cronograma de coleção de moda

    Defina o tema da coleção

    A definição do tema da coleção dá início à etapa criativa na confecção e parte das análises das tendências, das preferências do público-alvo e das ideias do estilista.

    Ele deve contemplar elementos como os aspectos visuais – modelagens, cortes, caimentos, tipos de peças, relação das cores, texturas, tecidos e todo os componentes estéticos, ergonômicos e de usabilidade que comporão os itens da coleção.

    Leia mais: 5 ideias de temas para coleção de moda para se inspirar

    Crie os esboços e croquis

    O próximo passo é transformar as ideias e o tema em modelos reais por meio dos esboços e croquis – que nortearão as etapas técnicas de estilo e modelagem e servem como base estética para o designer e para a equipe fazer a aprovação dos modelos que comporão a coleção.

    Produza peças-piloto

    Depois da etapa de estilo, as peças da coleção seguem para a etapa da modelagem.

    Primeiro, as B são produzidas de forma detalhada para que a modelista seja capaz de, por meio delas, criar os moldes adequados e produzir as peças-piloto, nas quais detalhes como vestibilidade, caimento, corte e outras características serão analisadas e aprovadas pela equipe.

    Nas confecções modernas, o processo técnico da modelagem é todo feito de forma digital, o que otimiza todo o cronograma da coleção.

    Leia mais: Guia de desenvolvimento de coleção de moda para iniciantes

    Inicie a etapa de confecção

    Peças-piloto aprovadas, é o momento de dar sequência com o corte dos moldes e o início da confecção dos itens.

    Feito isso, é preciso que haja uma conferência final nas peças para que, só então, elas estejam prontas para o desfile de inauguração da coleção.

    Leia mais: Principais dicas para um lançamento de coleção de sucesso

    Onde encontrar inspirações para a sua coleção?

    Coleção de moda: desfile de nova coleção.

    Há diversas fontes de inspiração para uma coleção! Desde fontes técnicas até as criativas, você pode encontrar ideias para explorar em suas coleções em lugares como:

    Na maioria das vezes, o tema escolhido é uma fusão de elementos provenientes dessas várias fontes. Então, a dica é juntar referências que sejam esteticamente agradáveis, mas que condizam com as necessidades e expectativas do seu público-alvo.

    Leia mais: Como ter boas ideias para o lançamento de uma coleção de moda?

    Como dar nome a uma coleção de moda?

    Pode parecer um detalhe secundário, mas o nome da coleção é um dos elementos mais importantes dela.

    É por meio dele que os consumidores são introduzidos ao conceito da coleção, o que contribui para o storytelling que você pretende abordar em sua coleção.

    No entanto, escolher um nome nem sempre é uma tarefa fácil. Para te ajudar na escolha, leve em consideração:

    • Referências utilizadas para compor os itens da coleção;
    • Temática das peças (sazonalidade e afins);
    • História que a coleção deseja contar;
    • Técnicas de criatividade para chamar atenção.

    Não existe uma regra definida para o nome da coleção. O ideal é que ela represente de alguma forma o conceito e a história do conjunto de peças apresentado ao público.

    Leia mais: Aprenda como escolher o nome da sua coleção de roupas

    Automatize e escale suas coleções de moda com a Audaces

    É notória e significativa a contribuição da Audaces, em suas três décadas de existência, para processos cada vez mais automatizados, eficientes e lucrativos na confecção e na indústria da moda.

    É o caso do Fashin PLM Audaces Isa, o gerenciador de coleções mais completo e tecnológico do mundo. Com ele, é possível gerenciar, controlar e organizar toda a parte técnica da coleção, assim como garantir a execução do cronograma e tomada de decisões assertivas em tempo real.

    Da mesma forma, o Audaces Fashion Studio é um software que permite criar e recriar modelos em tempo real, graças à sua tecnologia 3D.

    Ou seja, você cria e gerencia todas as peças da sua coleção em tempo recorde e ainda integra as etapas criativa e de confecção com a tecnologia 4.0 mais completa para confecções.

    Conclusão

    Criar uma coleção de moda é, de fato, um processo que envolve inúmeras etapas e deve considerar diversos fatores – tendências, expectativas do público-alvo, quantidade de itens da coleção, seu tema principal, enfoque mercadológico e muitos outros.

    Por meio desses processos, no entanto, é possível criar coleções não somente esteticamente agradáveis quanto lucrativas.

    Da mesma forma, otimizando-se as etapas que antecedem o lançamento nas passarelas – nas confecções –, é possível dinamizar o fluxo de trabalho, que passa a ser mais ágil, assertivo, eficiente, sustentável e, consequentemente, lucrativo.

    Agora que você já sabe tudo sobre as coleções de moda, que tal entender melhor sobre como as tecnologias Audaces podem revolucionar sua confecção?

    Transforme suas ideias em coleções que conquistam. Baixe gratuitamente nosso e-book e descubra como grandes estilistas desenvolvem conceitos de coleção, utilizam o storytelling para apresentar suas ideias e aumentam as chances de aprovação dos seus projetos.

    FAQ

    O que é e como funciona uma coleção de moda?

    Uma coleção é a reunião ou conjunto de peças de roupas e/ou acessórios que possuam alguma relação entre si.

    Quantas peças tem uma coleção de moda?

    É comum que tenha, pelo menos, 12 peças/looks.

    Como criar uma coleção de moda?

    Escolha qual será o tipo da sua coleção, faça uma análise do mercado, estabeleça o público-alvo, defina o tema da coleção e produza peças-piloto.

  • A importância do mapeamento de processos para a confecção

    A importância do mapeamento de processos para a confecção

    Identificar pontos falhos em processos é a primeira atitude a ser tomada para otimizá-los. Mas, para isso, é preciso um mapeamento de processos bem feito para que a análise seja efetiva e os problemas possam, de fato, ser resolvidos.

    A questão é que, por ser um processo considerado “secundário”, o mapeamento acaba não sendo feito ou realizado de forma incompleta – resultando na noção parcial e incompleta sobre os procedimentos da empresa e, consequentemente, em uma gestão ineficiente.

    Apesar de ser um processo complexo, é possível mapear os procedimentos da sua empresa de forma prática e objetiva. Quer saber como? Acompanhe este artigo do blog Audaces e conheça todos os benefícios dessa tática de gestão:

    O que é um mapeamento de processos?

    De forma simples, o mapeamento de processos é uma técnica de análise, compreensão e descrição do funcionamento e do fluxo de um determinado processo. Ou seja, é entender exatamente a origem, o desenvolvimento e a finalização de um procedimento.

    Para aprofundarmos ainda mais nesse conceito, é preciso entender, primeiramente, o próprio conceito de “processo”, certo? Bem, um processo nada mais é que um conjunto de atividades que possuem uma ordem determinada e que demandam recursos específicos e definidos (tempo, matérias-primas, insumos etc).

    O papel da modelagem de processos é justamente entender quais são esses recursos e qual a ordem exata que essas atividades devem acontecer para que o resultado seja o mais efetivo e lucrativo possível.

    Tomemos como exemplo o corte de tecidos em uma confecção. No mapeamento, serão descritas as etapas envolvidas no processo – desde o preparo à finalização, os equipamentos utilizados (normalmente, uma sala de corte), a quantidade de tempo padrão, os funcionários responsáveis e outras características essenciais.

    Quem faz o mapeamento de processos?

    Normalmente, o mapeamento dos inúmeros processos de uma empresa, indústria ou confecção é feito por uma equipe multidisciplinar formada por, pelo menos, um especialista no assunto, o responsável pelo setor auditado e alguns funcionários.

    Isso garante que haja o máximo de perspectivas sobre o mesmo processo, além de facilitar o trabalho de descrição (já que o normal é que os funcionários que lidam com essas atividades em suas rotinas saibam melhor como elas funcionam).

    Da mesma forma, isso facilita e agiliza o processo, já que, em uma empresa, existem muitos processos que ocorrem concomitantemente. Então, para que o mapeamento aconteça da forma mais rápida e eficiente possível, é importante que o maior número de pessoas possível esteja envolvida, desde que isso não atrapalhe a operação.

    Qual é o objetivo do mapeamento de processos?

    Já sabemos o que é mapeamento de processos, mas, afinal, para que ele serve? Como visto, o principal objetivo desse procedimento é trazer clareza e consciência estratégica sobre as ações que acontecem dentro de um negócio, porém, para além disso, existem muitos benefícios, que listamos a seguir:

    • Controle sobre todos os processos da operação;
    • Indicadores mais precisos e assertivos;
    • Fornece perspectiva e visão estratégica sobre os procedimentos;
    • Padronização – o processo sempre acontece da mesma forma;
    • Melhora a comunicação entre os setores, uma vez que há clareza sobre como cada um deles funciona;
    • Fomenta o debate e a coleta de feedbacks dos funcionários;
    • Otimiza e agiliza processos, eliminando gargalos produtivos;
    • Comunica visualmente os detalhes de um processo;
    • Contribui para a melhoria da eficiência produtiva.

    A conquista desses benefícios parte do entendimento de que o mapeamento, por si só, não é suficiente para alavancar os números do seu negócio – é preciso utilizá-lo em conjunto a outras estratégias de gestão e acompanhamento para potenciar seus efeitos.

    Qual a importância do mapeamento de processos para a indústria e a produção?

    No ambiente industrial, ter controle sobre os processos operacionais é ainda mais importante, justamente por se tratar de um ambiente onde as normas de regulamentação e vigência são extremamente rígidas, assim como a necessidade de padronização em todas as etapas – afinal, trata-se de uma produção em larga escala, independentemente do porte da indústria.

    Nesse contexto, a clareza sobre cada processo é não só uma estratégia para a eliminação de custos invisíveis e otimizar a eficiência produtiva, mas também uma exigência mínima para todos os donos de indústria que desejam estar em conformidade com a legislação brasileira.

    Porém, isso não significa que não há espaço para melhorias no mapeamento de processos no ambiente industrial. Muito pelo contrário, nesse caso, ter um processo de mapeamento sólido e eficiente torna-se um grande diferencial competitivo – além de permitir que se ganhe mais, gastando menos.

    Conheça os tipos de mapeamento de processos

    Como a maioria dos métodos complexos, o mapeamento de processo pode ser executado de formas diferentes, dependendo do objetivo final da estratégia, do tipo de empresa/indústria e outros fatores. Confira os principais modelos e suas características:

    BPMN (Business Process Model and Notation)

    A BPMN (Modelo e notação dos processos de negócio, em tradução livre), é a metodologia padrão para mapear os processos de uma empresa. Ela se utiliza de símbolos padronizados para descrever o fluxo de ocorrência de um processo e a interdependência de seus procedimentos.

    Trata-se de uma forma bastante precisa de mapeamento, uma vez que parte de uma base padronizada, o que é justamente um dos objetivos dessa estratégia – assim, independentemente do fluxo interno de funcionários, todos serão capazes de interpretar as informações apresentadas pelo BPMN.

    Diagrama de tartaruga

    O diagrama da tartaruga, por sua vez, é uma forma simplificada de mapeamento cujo principal objetivo é indicar, visualmente, as principais características de um processo, sendo elas:

    • Entradas: insumos, matérias-primas e tudo que será processado, incluindo dados e informações;
    • Saídas: o resultado final do processo, o que ele gera (produto/serviço acabado ou não);
    • Recursos: as ferramentas necessárias para a execução do processo (máquinas, funcionários, softwares etc);
    • Como: são os procedimentos, normas, documentação e todos os insumos processuais necessários para a execução do processo;
    • Quem: a equipe responsável pela execução do processo, incluindo as habilidades e competências necessárias para que ele seja bem-sucedido;
    • Indicadores: os dados e indicadores necessários para avaliar a efetividade do processo.

    Trata-se de uma metodologia mais simples e menos padronizada que o BPMN, mas que funciona muito bem para divulgação, por ser facilitado e objetivo.

    Fluxograma

    O fluxograma, como o próprio nome indica, é um método que tem como objetivo principal representar o fluxo de um processo por meio de símbolos convencionados (mas não necessariamente padronizados, ao contrário do BPMN). Aliás, o uso de símbolos é a característica mais notória do fluxograma.

    Assim como o diagrama da tartaruga, o fluxograma é um método visual, porém, ao contrário dele, é mais operacional, o que faz com que ele possa ser usado na grande maioria das empresas, especialmente as do nicho de serviços, dados, informações e outros produtos não-físicos.

    Mapofluxograma

    O mapofluxograma é uma versão do fluxograma adaptada ao ambiente industrial. Nele, o fluxograma é montado sobre um mapa da linha de produção e o processo-alvo é descrito conforme se movimenta por ela.

    Trata-se do método de mapeamento de processos ideal para confecções e modelos de Indústrias 4.0, por apresentar uma visão clara e integrada da linha de produção.

    Quais são as etapas do mapeamento de processos?

    Independentemente do modelo de mapeamento escolhido, todos eles possuem etapas primordiais que devem ser seguidas a fim de gerar o melhor resultado final. Conheça-as a seguir:

    Defina qual será o processo-alvo

    O primeiro passo para iniciar o mapeamento de um processo é, naturalmente, escolher qual será o processo-alvo da ação. Em empresas, indústrias e confecções de pequeno porte, essa seleção não precisa necessariamente levar em consideração nenhum elemento, tendo em vista a quantidade reduzida de processos.

    Para empresas de médio e grande porte, é essencial que alguns critérios de seleção sejam elaborados, sendo o principal deles a quantidade de gargalos, problemas e retrabalhos que um processo tenha apresentado nos últimos meses.

    Isso geralmente é indicativo de que há falhas em algumas das etapas desse processo que precisam ser entendidas e modificadas – então, opte sempre por começar por processos dessa natureza.

    Faça uma representação gráfica do processo (as is)

    É aqui que as metodologias de mapeamento começam a ser aplicadas. Uma vez definido o modelo de mapeamento que será utilizado, reúna a equipe para que ele seja entendido e descrito exatamente da forma que acontece atualmente (as is ou como é, em tradução livre).

    É muito comum que, nessa etapa, você já comece a pensar em possíveis soluções para os problemas encontrados, mas é importante ter em mente que o mapeamento de processos é uma estratégia descritiva e que serão necessárias outras ações estratégicas para avaliar as mudanças a serem tomadas, o cronograma de execução delas e os impactos que elas terão na rotina produtiva da empresa.

    Avalie a eficácia do processo (to be)

    Uma vez mapeado o processo, é hora de avaliá-lo. Aqui entram em cena o diálogo e a visão estratégica de negócios, tanto para coletar informações com os funcionários responsáveis pelo procedimento analisado quanto para definir quais medidas serão tomadas para que aquele processo passe a acontecer da forma ideal (to be).

    Faça um monitoramento constante

    O controle do fluxo de projetos não é uma tarefa que deve acontecer apenas uma vez. Isso porque, à medida em que os negócios vão se modificando (seja com o surgimento de novas tendências, o investimento em tecnologias ou adoção de novos processos, por exemplo), a necessidade de monitorá-los ressurge constantemente – e deve ser atendida!

    Por isso, antecipe-se e estabeleça uma periodicidade nas atualizações dos mapeamentos – assim, tanto você quanto a equipe responsável por essa estratégia terão tempo de se prepararem para executá-lo rapidamente e da forma mais assertiva possível.

    Aposte em automatização

    O advento da Inteligência Artificial, especialmente no setor industrial, possibilitou uma verdadeira revolução nos processos produtivos e no controle sobre eles. Hoje já é possível mapear etapas produtivas inteiras, além de identificar problemas em tempo real, facilitando a tomada de decisões e eliminando gargalos e retrabalhos.

    Nesse sentido, a automação apresenta-se como uma grande aliada não somente do mapeamento de processos, mas da gestão como um todo!

    Ferramentas para mapeamento de processos

    Agora que você já tudo sobre o mapeamento de processos, separamos algumas dicas de ferramentas que podem ser úteis no processo de mapeamento e acompanhamento periódica dos procedimentos do seu negócio, confira:

    • Softwares de BPI (Business Process Improvement): são ferramentas especificamente voltadas para a melhoria de processos empresariais;
    • Power BI: software de Business Intelligence que ajuda na análise e controle de dados estratégicos, metas e afins;
    • Softwares de gestão: essas ferramentas de gerenciamento são capazes de oferecer informações precisas e em tempo real sobre o status de produção de cada produto ou serviço em tempo real, gerenciamento de clientes e outras funções primordiais para manter os processos em dia;
    • Checklists e planilhas: são métodos tradicionais de controle, mas que oferecem uma forma de acesso a dados específicos (embora de forma não totalmente segura e automatizada).

    Conclusão

    O mapeamento de processos faz parte de uma realidade muitas vezes esquecida pelas empresas e negligenciada pelas indústrias e confecções. No entanto, ele é uma das estratégias fundamentais para se ter controle da produção, identificar gargalos e eliminar erros no processo produtivo.

    Além de uma forte aliada da gestão, mapear processos também une as equipes, uma vez que proporciona clareza sobre os procedimentos de todos os setores da empresa. O melhor é que há diversas formas de implementar essa técnica, a depender da realidade do seu negócio e de qual o método mais coerente para o seu segmento de atuação.

    Por ser um procedimento complexo (mas não difícil de ser realizado), o mapeamento de processos precisa seguir algumas etapas fundamentais que, quando bem aplicadas, garantem um resultado assertivo e benéfico para o negócio.

    Gostou do conteúdo? Que tal aprender sobre gestão de tempo e como ela pode ser uma aliada estratégica fundamental para a lucratividade das confecções? Acompanhe o blog Audaces e não perca nenhuma atualização de conteúdo.

  • A importância do BI para análise de dados e tomada de decisões

    A importância do BI para análise de dados e tomada de decisões

    O conceito de BI, ou Business Intelligence, refere-se ao processo de coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento de informações que apoiam a gestão empresarial.

    O BI consiste em uma série de processos e métodos que auxiliam na transformação de dados brutos em informações significativas e úteis para a tomada de decisões.

    Se você quiser entender mais sobre a era 4.0 e aprender como a Business Intelligence pode ajudá-lo na tomada de decisões e na busca de novas oportunidades, continue lendo este post que preparamos especialmente para você:

    Dados ou informações? Saiba a diferença!

    Antes de passarmos ao conceito de BI ou Business Intelligence, devemos entender a diferença entre dados e informações.

    Podemos dizer que os dados são a matéria-prima da informação. É um termo que se refere a eventos, transações e afins que, embora estejam “armazenados”, não passaram pelo processamento necessário para se tornarem informações.

    A informação, por outro lado, consiste em dados que já foram processados de tal forma que fazem sentido e podem ser compreendidos por seu destinatário.

    Dentro deste contexto, um outro conceito, o Big Data, desempenha um papel fundamental, pois é responsável por armazenar, organizar e disponibilizar grandes volumes de dados, facilitando assim o acesso a eles e, consequentemente, possibilitando o seu processamento para a aquisição de informações.

    Big Data e Business Intelligence

    Em termos gerais, Big Data é um conceito que, por décadas, tem se preocupado com a criação e armazenamento precisos de dados, utilizando e melhorando as aplicações de TI para este fim.

    BI, por outro lado, visa facilitar a interpretação de um grande volume de dados. Para isso, organiza as informações de modo que os gerentes as recebam de forma compreensível. Em outras palavras, ela analisa as informações para a tomada de decisões.

    Big Data e BI são complementares e coexistem. O primeiro funciona de forma sistêmica e contínua, enquanto o outro trabalha com um objetivo específico em mente.

    Tomada de decisões com base em análise de dados

    A tomada de decisões está inevitavelmente subordinada à disponibilidade de informações sobre o assunto em questão.

    Para que a tomada de decisões seja eficaz e rápida, as informações devem ser relevantes, pertinentes e confiáveis, e devem estar disponíveis para as pessoas certas no momento certo.

    É por isso que é indispensável ter programas e formas de coletar dados e convertê-los em informações.

    Graças à Business Intelligence, as empresas adquirem sistemas capazes de transformar os grandes volumes de dados que adquirem de diferentes fontes, processando-os e disponibilizando-os para serem apresentados de maneiras que façam sentido para a tomada de decisões.

    Business Intelligence e a Indústria Têxtil

    Na indústria da moda, ou na indústria têxtil, o BI também facilita o acesso a informações relevantes para a tomada de decisões.

    Tradicionalmente, uma fábrica de vestuário é composta por vários membros, desde o(s) designer(es), o modelista, o cortador, as costureiras, o gerente, os diretores, o pessoal de compras, o pessoal de vendas, o pessoal administrativo etc.

    Cada um desses colaboradores adquire dados no desempenho de sua função, que posteriormente serão transformados em informações. Ao mesmo tempo, cada um deles, em algum momento, exigirá informações para tomar algum tipo de decisão durante seu dia de trabalho.

    Entretanto, numa preparação predominantemente manual, esses dados e informações pertencem a cada um deles, e quando confrontados com a necessidade de tomar algum tipo de decisão, seria necessário neste caso pedir individualmente as informações necessárias, e provavelmente precisarão recorrer às suas notas manuais, muitas vezes compartilhadas em papel, com rasuras e correções manuscritas, como no caso da folha de dados técnicos.

    A ficha técnica é o exemplo mais claro de informações relevantes, pois é um documento utilizado por vários membros do processo de confecção do vestuário, incorporando informações não apenas sobre o vestuário, suas medidas, modelo, etc., mas também sobre o tecido, preços e exigências.

    O acesso às informações desta forma, exigindo a assistência de diferentes membros, leva tempo, atrasando todo o processo, a busca de informações, sua organização e, sobretudo, sua tabulação, o que às vezes é essencial para definir gráficos e compreender tendências.

    Através de software de gestão específico para a indústria têxtil, como Fashion PLM Audaces ISA, cada membro da organização tem acesso tanto à ficha técnica como a todas as informações relacionadas a cada produto desenvolvido.

    O acesso às informações é instantâneo, e apenas alguns filtros são necessários para obter as informações relevantes e organizadas.

    Graças a este software, todos os colaboradores participam do carregamento de dados e informações no sistema, que é mantido ao alcance de todos, de forma organizada e clara, e se torna um elemento fundamental tanto para o controle do funcionamento da empresa, como também uma fonte de informações atualizadas para a tomada de decisões eficazes.

    Saiba mais sobre toda a tecnologia que a Audaces tem para você. Siga o Blog Audaces e fique atualizado sobre o mundo da moda e das tecnologias da Indústria 4.0.

    Aproveite e faça o download do E-book agora e aprenda tudo sobre o Audaces ISA!

  • O que é Big Data e como ele colabora para a Indústria 4.0

    O que é Big Data e como ele colabora para a Indústria 4.0

    Enquadrado dentro da Tecnologia da Informação e Comunicação, o Big Data é um conceito que se refere a grandes e complexos conjuntos de dados, lidando com todas as atividades relacionadas aos sistemas que os manipulam.

    A criação e armazenamento de informações sofreu mudanças radicais ao longo da história, graças à evolução da tecnologia e das comunicações.

    Se você quer entender o que é o Big Data, como ele surgiu e como ele se relaciona com a Indústria 4.0 e o Setor Têxtil, continue lendo este post que os especialistas da Audaces prepararam especialmente para você:

    A origem do Big Data

    Embora o termo Big Data, como tal, tenha começado a ser amplamente utilizado nos anos noventa, sua história remonta à época em que os métodos de organização de dados surgiram.

    O armazenamento de informações tem seu primeiro momento conhecido na história cerca de 2000 anos A.C., quando, segundo se sabe, métodos rudimentares de armazenamento de dados já existiam.

    A Biblioteca de Alexandria é um dos grandes exemplos de armazenamento de dados na antiguidade. Seu objetivo era armazenar todo o conhecimento da humanidade. Infelizmente, em 48 A.C. foi destruída pela invasão romana. Até então, tinha cerca de meio milhão de documentos.

    As informações são constantemente geradas, sendo que os métodos de armazenamento tem ido adaptando-se aos tempos e à tecnologia, tornando-se cada vez mais sofisticados.

    A evolução da tecnologia não só facilita a manipulação da informação, mas também é responsável pelo aumento de sua geração.

    Em 1931, na Alemanha, foi criado o primeiro computador considerado como tal; em 1977, a Apple criou o primeiro computador pessoal vendido em grande escala.

    Em 1991 nasceu a internet e, com ela, a grande revolução da coleta, armazenamento e análise de dados.

    Com o advento dos celulares conectados à internet, a conectividade contínua contribuindo para gerar muito mais dados.

    O que é, afinal, Big Data?

    Em geral, podemos dizer que Big Data (do inglês big, grande, e data, dados) é um termo que descreve o grande volume de dados que inunda empresas, organizações, instituições etc. e faz uso de aplicativos de computador para poder tratá-los corretamente.

    O volume de dados vem aumentando exponencialmente há alguns anos, e soluções tradicionais de gerenciamento de dados, como planilhas, não são suficientes para manipular essa grande quantidade de informações.

    Há 5 aspectos para definir Big Data. Esta classificação é chamada de 5V:

    • Volume de dados: A quantidade de dados armazenados;
    • Velocidade de geração de dados, se o fluxo for muito alto, as ferramentas não são suficientes;
    • Variedade: os tipos de dados podem vir de sites, formulários, e-mails, IoT, áudio, vídeo, etc. Estes são classificados em:

    Estruturados: são dados armazenados em bancos de dados tradicionais, de forma organizada. Eles podem ser facilmente coletados, processados e analisados.

    Semi-Estruturados: são dados armazenados de forma heterogênea, sendo capazes de seguir padrões diferentes.

    Desestruturados: os dados vêm de várias fontes e não são organizados (vídeo, texto, áudio).

    • Veracidade: confiabilidade dos dados. Precisão e confiabilidade;
    • Valor: Para definir esse conceito, é necessário responder à pergunta: a aplicação do Big Data agrega valor à empresa? (Acelera processos, reduz custos, entregar valor em algum aspecto para fins organizacionais?).

    A importância do Big Data na Indústria 4.0

    A indústria 4.0 é caracterizada pela automação e troca de dados através da IoT (Internet das Coisas), Sistemas e dados na nuvem.

    Isso significa que a Indústria 4.0 não só produz informações constantemente, mas também processa, armazena, analisa e aproveita constantemente, com o objetivo de acelerar a tomada de decisões, reduzir o tempo de produção e aumentar, como objetivo final, a rentabilidade.

    O sistema, dentro das fábricas, funciona como um todo, sendo completamente interligado. Todas as partes estão ligadas e comunicadas entre si.

    O Big Data está implícito dentro da Indústria 4.0. A partir das soluções para a gestão e manipulação de grandes volumes de informações, facilita todo o processo industrial, e seus resultados.

    Big Data e Audaces

    Audaces 360 é a solução completa de tecnologia 4.0 para a indústria têxtil. Nela, podemos ver como o Big Data é usado para facilitar o processo de produção dentro das fábricas 4.0.

    Vinculando todas as áreas através de seu software, gerencia todas as informações que coleta de forma estruturada, a partir de cada um de seus softwares.

    Sua tecnologia vai desde a criação de vestuário e software de design, design 4D e criação de moldes, até chegar à operação, incluindo máquinas específicas para a extensão dos tecidos e seu corte.

    Em geral, desde o início do processo de criação de uma coleção de moda, através de cada etapa e até chegar à confecção, todas as informações que são geradas, permanecem disponíveis e organizadas para todos.

    As informações permanecem disponíveis na nuvem, facilitando o acesso a qualquer momento, para acelerar os tempos tanto para a tomada de decisões quanto para manter todos os membros informados de forma imediata e eficiente.

    Não é necessário procurar informações em outro lugar do que dentro do mesmo software, os moldes, seus comentários, tamanhos, cores, a seleção dos modelos que farão parte da coleção, preços de tecidos, a organização das tizadas, tudo está disponível no mesmo lugar, ao alcance de cada membro da organização, instantaneamente.

    Siga o blog do Audaces e não perca nenhuma atualização!

    Se você quiser saber mais sobre o que há de mais moderno em software de moda, aproveite agora e baixe gratuitamente o e-book:

  • 5 dicas para aumentar a produtividade na sua confecção

    5 dicas para aumentar a produtividade na sua confecção

    Aumentar a produtividade na confecção é um fator diretamente relacionado com a lucratividade de qualquer indústria da moda. Para conseguir esses objetivos, é indispensável investir em ferramentas tecnológicas e estratégias de gestão que garantam que os processos de criação, de desenvolvimento e de produção entreguem os resultados esperados.

    Por mais organizado que seja o empreendedor, em um determinado momento sua confecção chegará a um limite de produção. O que pode estar faltando para o empreendedor que vê isso acontecendo são informações sobre novas máquinas e técnicas que ajudam na gestão e na expansão do seu negócio.

    Você sente que precisa crescer, mas não sabe quais tecnologias podem ajudar na sua produção e produtividade? Então confira 5 dicas para melhorar o desempenho da sua empresa e conseguir produzir mais e melhor!

    Produção e produtividade: entenda o que é preciso para alcançar melhores resultados

    Investir em uma gestão de qualidade e nos processos produtivos da sua empresa são medidas fundamentais para melhorar todas as rotinas operacionais envolvidas em uma indústria da moda.

    É claro que trabalhar com os dias planejados, ter as manutenções periódicas das máquinas em dia, produzir com foco na qualidade, com organização e com a disponibilidade de bons fornecedores reflete positivamente na produção de moda.

    Todavia, para se manter competitivo e se destacar no mercado é preciso ir além, procurar novas tendências e tecnologias que organizam, facilitam e agilizam toda a produção, desde o processo de criação até o acabamento final das peças.

    Se você está em busca dessa diferenciação no mercado e quer produzir mais e melhor ou se para você o tema de aumentar produção e produtividade é importante, confira as dicas que poderão ajudar sua empresa a atingir esses objetivos:

    1. Digitalize todo o seu processo de criação

    O processo de criação e concepção de uma coleção é a base de toda a cadeia produtiva que culmina em na produção de peças aptas para o consumo e que prezam pela qualidade aliada às tendências correntes.

    Nesse sentido, trata-se de uma etapa essencial para a confecção e, por consequência, uma das que mais tem a ganhar com as otimizações com foco em aumento da produtividade.

    Existem ferramentas digitais para o desenho técnico desenvolvidas especificamente para a indústria da moda e que aumentam a produção e a produtividade de uma confecção. Além de servirem como plataforma de criação, esses sistemas criam quase 100% automaticamente a ficha técnica e informam os pré-custos dos modelos feitos pelos estilistas.

    Esse diferencial é extremamente importante, uma vez que possibilita a comunicação simples, rápida e perfeita entre as áreas de criação e de desenvolvimento para garantir que tudo aconteça corretamente da primeira à última peça de uma nova coleção.

    Além disso, existem algumas opções que criam modelos diretamente sobre um manequim 3D e permitem a visualização de croquis de uma coleção sem a necessidade dos moldes — fatores que aceleram e aprimoram o processo de criação e de aprovação de novos modelos, o que impacta positivamente na produção e produtividade.

    Tudo isso facilita a vida dos estilistas, já que esses sistemas de criação simplificam e automatizam etapas do processo produtivo. Dessa forma, os designers contam com muito mais tempo disponível para pesquisar novas tendências e aplicar as ideias no desenvolvimento de novas coleções.

    2. Invista em sistemas que organizam e facilitam a etapa da modelagem

    Se existe algo que interfere na produção e na produtividade de uma empresa de moda quando o processo não é feito de forma otimizada, esse algo é a etapa da modelagem.

    Executar essa etapa da forma “tradicional”, ou seja, manualmente, leva muito tempo e pode resultar em retrabalho. Mas isso não precisa mais acontecer. Hoje, já existem sistemas que permitem que o operador desenvolva moldes com alta qualidade e de maneira extremamente dinâmica, independentemente da complexidade do modelo feito pelo estilista.

    Também é possível criar moldes rapidamente e com segurança, pois esses sistemas agilizam a etapa da modelagem e realizam a gradação com precisão, seja para novos moldes ou para modificar bases já existentes.

    Tudo isso com rapidez, precisão, inovação, inteligência, simplicidade, múltiplas ações e o melhor de tudo: em um sistema fácil de aprender e de usar! Assim, essas soluções representam uma forma rápida e simples de a sua empresa ganhar em produção e produtividade.

    Além disso, esses sistemas criados para a etapa da modelagem permitem que outras soluções sejam integradas e, com elas, sua empresa poderá fazer a digitalização de moldes por meio de equipamentos ou por uma simples fotografia digital, com detecção automática de piques e marcações.

    Com sistemas inteligentes especialmente desenvolvidos para isso, sua empresa pode digitalizar todo o seu acervo de moldes em papel e trabalhar sobre bases prontas para desenvolver novos modelos e peças.

    O resultado são etapas mais ágeis e integradas, graças aos softwares que trabalham para otimizar o trabalho das etapas iniciais da confecção, o que acaba por dinamizar e otimizar todo o cronograma da confecção.

    3. Adquira máquinas e sistemas que aprimoram processos de produção e que tragam economia de matéria-prima

    A matéria-prima é o principal item na composição do custo de uma peça de roupa. Por isso mesmo, ela está completamente ligada à produção e à produtividade de uma empresa de moda.

    O uso de tecidos está entre os fatores mais importantes para uma confecção. Quando essa matéria-prima não é aproveitada ao máximo, existe desperdício, seus custos aumentam e, consequentemente, a rentabilidade de sua empresa diminui.

    Para otimizar os recursos produtivos de uma confecção, foram desenvolvidos sistemas e máquinas high-tech que gerenciam melhor os recursos e processos produtivos e garantem encaixes excelentes. Assim, sua empresa ganha em produção e produtividade com o aproveitamento máximo de matéria-prima.

    A melhoria no trabalho da empresa é percebida pela integração de máquinas e sistemas que otimizam todos os processos produtivos, inclusive a etapa de modelagem e de corte — onde se registra a maior economia de tecidos.

    Equipamentos como as máquinas de corte automatizado propiciam acabamento de alta qualidade em materiais pesados e tecidos delicados. Esses equipamentos cortam uma grande variedade de modelos em tecidos e materiais flexíveis, com alimentação automática de matéria-prima.

    Quando uma confecção opera com a integração dessas máquinas e sistemas, é possível planejar, controlar e avaliar a produção de moda em tempo real.

    Dessa forma, sua empresa pode ganhar em produção e produtividade solucionando a gestão de enfestos e cortes por meio da programação de ordens de corte com número de enfestos, camadas, cortes e quantidade de matéria-prima necessária para cada dia de trabalho.

    Uma vez que é possível acompanhar toda a produção de cada plano de corte em tempo real, os gestores ficam livres para tomar decisões ágeis em situações críticas que possam prejudicar a produção e produtividade da confecção de moda.

    Diminuir custos na etapa produtiva é, afinal, uma das formas mais evidentes de aumentar a lucratividade da sua confecção. Temos um conteúdo completo sobre o assunto aqui no blog – não deixe de conferir!

    4. Utilize a Gestão de Projetos ao seu favor

    Imagine que, sempre que um novo projeto chega em sua confecção, as mesmas pessoas são designadas para as mesmas funções. Com o tempo, é comum que a produtividade caia por diversos motivos – falta de engajamento, capacidade técnica, gestão do tempo e de recursos e afins.

    Nesse contexto, a gestão de projetos é uma grande ferramenta que pode te auxiliar a identificar os gargalos produtivos e corrigi-los. Isso porque, por meio dela, é possível mapear as capacidades do time e usá-las em seu máximo potencial, além de estimular e desenvolver os profissionais em todas as etapas da confecção.

    O resultado é não somente uma equipe mais unida, mas também mais consciente sobre o funcionamento da confecção e de seus próprios pontos de melhoria.

    5. Conte com a solução mais completa do mercado, a Audaces 360

    Já pensou em adotar na sua confecção tudo o que foi comentado nas 3 dicas anteriores e muito mais? Pois saiba que a multissolução Audaces 360 oferece tudo isso!

    Nas empresas que adotaram nossa solução, acessível com o pagamento de uma mensalidade, foi observado um aumento significativo na produção e na produtividade, trazendo resultados positivos para o negócio.

    Para oferecer a solução mais completa do mercado para indústria da moda, a multissolução Audaces 360 integra 8 sistemas e 6 equipamentos que auxiliam em todas as etapas produtivas de uma empresa de moda.

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