Resumo:
- O tecido crepe é leve e granulado. Ou seja, ele possui pequenas ondulações na sua tecelagem;
- Dentro da vasta gama de tipos e nomenclaturas de crepes, há duas categorias principais: o crepe leve e o crepe encorpado;
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O tecido crepe é um dos mais usados na confecção de vestidos, seja para moda festa ou casual, por seu caimento perfeito e grande variação de texturas e espessuras.
Lisos ou estampados, existem vários tipos de crepe, como Bubble, Dior, Nuage, Lorraine e Pasquale, sendo produzidos com diferentes fibras e fios altamente torcidos, a exemplo da seda e da lã.
Para te ajudar a entender mais sobre esse tipo de tecido, preparamos um conteúdo completo com todas as informações que você precisa sobre o crepe. Saiba qual a sua composição, seus tipos, aplicações e muito mais.
Boa leitura!
Sumário
O que é tecido crepe e para que serve?
O termo crepe vem do francês “crêpe“, que significa “crespo”.
Sendo um tecido granulado – isto é, com pequenas ondulações -, ele possui, simultaneamente, uma grande diversidade de texturas, dos mais crespos e irregulares até os mais lisos e uniformes.
Por sua grande variedade, é um excelente tecido para se trabalhar tanto na confecção de roupas simples ou mais rebuscadas, quanto na criação de peças de decoração, como cortinas e estofados.
O tecido crepe tem caimento fluido e leve, facilitando o trabalho e o manuseio na confecção, no corte e na costura das peças.
Leia mais: Tudo o que você precisa saber sobre coleção de moda
Um pouco sobre a origem do tecido crepe
O tecido crepe não tem uma origem definida, nem se sabe ao certo em que momento da história ele começou ser produzido, usado e comercializado. Isso porque, devido à facilidade que proporciona no processo de confecção, muitas culturas o incorporaram em seus trajes tradicionais.
Tradicionalmente, era usado por mulheres como símbolo de luto, mas essa tradição não se aplica mais.

A popularidade do crepe no ocidente começou no século XIX, quando uma companhia de tecidos chamada Courtaulds dominou a manufatura do tecido e começou a experimentar diferentes texturas para a sua tecelagem.
Além disso, como já dissemos, há tantas variações desse tecido que ele já não designa mais somente um tipo de fibra.
Leia mais: Para que servem fibras têxteis e como classificá-las?
Tipos de tecido crepe mais usados em confecções
Existem dezenas de variações de crepe no mercado têxtil, e cada uma delas atende a uma necessidade diferente dentro da confecção. Elas se diferenciam pela fibra usada, pelo grau de torção dos fios e pelo acabamento aplicado após a tecelagem.
Conhecer essas variações ajuda o estilista a escolher o crepe certo para cada peça, considerando caimento, transparência e nível de sofisticação desejado. A seguir, veja os tipos mais utilizados em confecções e o que os diferencia entre si:
Crepe Chiffon
O crepe chiffon é extremamente leve e apresenta transparência acentuada, com toque suave e levemente áspero. Seu caimento é fluido, mas com pouca estrutura, sendo indicado para peças românticas e de festa.
Crepe de seda (ou Georgette)
Feito com fios de seda altamente torcidos, o crepe de seda tem textura levemente enrugada e mais corpo que o chiffon. É valorizado em vestidos de gala, peças de noiva e blusas sofisticadas.
Crepe Duna (ou AirFlow)
Composto majoritariamente por poliéster, o crepe Duna tem superfície texturizada, lembrando pequenas dunas, e boa respirabilidade. É bastante usado em blusas, vestidos e peças do dia a dia por seu ótimo custo-benefício.
Crepe Nuage
Mais leve que os demais, o crepe Nuage tem toque texturizado por conta de microfissuras na trama, o que lhe confere um aspecto brilhante e estiloso, ideal para peças com movimento.
Crepe Pasquale
O crepe Pasquale é encorpado e tem boa estruturação, sendo indicado para modelagens ajustadas, como vestidos estilo sereia, mais acinturados e soltos na altura das pernas.
Crepe Valentino, Dior e Vogue
Esses três tipos fazem parte da categoria dos crepes encorpados. O Valentino é fosco e texturizado, enquanto o Dior e o Vogue têm brilho acetinado e são considerados mais nobres entre os sintéticos.
Leia mais: 9 tecidos com caimento perfeito para usar na sua coleção de moda
Qual a diferença entre crepe e crepe duna?
O crepe é um termo amplo que engloba diversos tecidos com uma característica em comum: a trama granulada, obtida pela torção dos fios em sentidos opostos durante a tecelagem. Já o crepe Duna é um tipo específico dentro dessa família.
A principal diferença está na composição e no acabamento. O crepe Duna, também chamado de Air Flow, é geralmente feito com poliéster e pequena porcentagem de elastano, trazendo maior respirabilidade e um toque fresco ao usuário.
Enquanto o crepe tradicional pode variar bastante em espessura e origem de fibra, o crepe Duna se destaca por sua textura semelhante a pequenas dunas de areia, além de amassar muito pouco.
Por isso, costuma ser usado em peças práticas para o dia a dia, como blusas, vestidos e calças que exigem movimento sem perder a elegância.
Qual a diferença entre viscose e crepe?
A viscose e o crepe são frequentemente confundidos, mas se diferenciam principalmente pela técnica de fabricação. Enquanto a viscose é um tipo de fibra, derivada da celulose, o crepe é definido pela forma como os fios são torcidos e tecidos, podendo ser produzido com fibras variadas, inclusive a própria viscose.
O tecido de viscose tem caimento leve e toque macio, sendo bastante versátil para diferentes estações. Já o crepe se destaca pela textura granulada característica, resultado da alternância entre fiações “S” e “Z” durante a tecelagem.
Na prática, é possível encontrar um crepe de viscose, que une o caimento fluido da fibra à textura ondulada típica do crepe. Por isso, antes de escolher entre os dois, vale considerar a aplicação da peça e o efeito visual desejado.
O tecido crepe é sintético?
O crepe não é, por definição, um tecido sintético. Na verdade, ele pode ser produzido com praticamente qualquer tipo de fio, natural ou sintético, já que sua identidade está na técnica de torção e tecelagem, e não na origem da fibra.
Existem crepes feitos com seda, lã e algodão, considerados naturais, assim como versões produzidas com poliéster e outras fibras sintéticas. Essa flexibilidade é o que explica a enorme variedade de tipos e preços encontrados no mercado.
Para a confecção, essa característica é uma vantagem, pois permite escolher a composição ideal conforme o custo, o caimento e a durabilidade que a coleção exige.
Leia mais: Para que servem fibras têxteis e como classificá-las?
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Como é o tecido crepe?
A técnica utilizada para a confecção do tecido crepe é relativamente simples. Chamada de hand twisting (torção manual, em tradução livre), esse método consiste em uma torção dos fios maior do que a de outros tecidos, como a viscose.
Além disso, alternando entre fiações “S” e “Z”, a tecelagem dos fios gera um efeito distintivo no tecido crepe. Essa é, inclusive, a característica que une todos os tipos de crepe: a trama dos fios.
Um fato curioso sobre o crepe é que, independentemente do tipo de fio usado – se natural ou sintético –, o entrelaçamento dos fios nesta técnica gera o mesmo resultado. Por isso, a imensa variedade de tecidos considerados “crepe”.
Após a tecelagem, o tecido pode passar por tratamentos e processos como o tingimento. Depois disso, está pronto ser usado em diversos produtos de moda.
Dentro desta vasta gama de tipos e nomenclaturas de crepes, há duas categorias principais: o crepe leve e o crepe encorpado.
Conheça as principais características de cada um deles, a seguir:
Crepe leve

Nesta categoria, estão os tecidos com caimentos fluidos, leves e mais delicados, como os tipos Bubble, que têm em sua textura pequenas bolinhas.
Eles são encontrados em versões foscas, com tons secos ou acetinados, como o crepe Bubble Satin, sendo ele mais sedoso que os demais.
Já o Nuage, apesar de ser bem mais leve, tem toques mais texturizados por possuir micro-fissuras, que lhe dão um aspecto mais estiloso e brilhante.
E finalmente, temos o crepe Lorraine, sendo uma versão sintética do tipo seda, que é absolutamente liso e possui um brilho discretamente acetinado.
Crepe encorpado
Esse tipo de tecido é bem encorpado e possui variações em suas tramas, como o poliéster, elastano e misturas de fios orgânicos e sintéticos. Podemos citar entre os principais tipos, o crepe Dior, Vogue, Pasquale e Valentino.
Tanto o Vogue como o Dior têm um preço um pouco mais valorizado, sendo avaliados no mercado têxtil como a categoria mais nobre dos tecidos sintéticos.
Ambos possuem maleabilidade e movimento, com opções tanto cintilantes quanto acetinadas, sendo mais sedosos e com uma gramatura que proporciona caimento impecável no corpo.
Já o crepe Valentino não possui brilho. Por isso, ele é mais fosco e texturizado do que os outros tecidos encorpados de sua categoria.
Leia mais: 9 tecidos com caimento perfeito para usar na sua coleção de moda
Qual é o crepe que não amassa?
Entre os tipos de crepe, o Duna (ou Air Flow) se destaca justamente por amassar muito pouco, mesmo depois de longos períodos de uso ou viagem. Essa característica vem da tecnologia aplicada à sua fibra, que dispensa quase totalmente o uso do ferro de passar.
Além do baixo índice de amassamento, esse tecido oferece boa respirabilidade, o que o torna confortável mesmo em dias quentes. Por isso, é uma escolha prática para peças do dia a dia, uniformes e roupas de viagem.
Para o estilista, essa qualidade representa um diferencial competitivo, já que agrega praticidade sem abrir mão do caimento elegante típico dos crepes.
O tecido crepe é elegante?
Sim, o crepe é reconhecido no mercado da moda como um tecido elegante, sendo amplamente usado em vestidos de festa, peças de alta costura e looks de cerimônia. Seu caimento fluido valoriza a silhueta sem perder a leveza no movimento.
Tipos como o crepe de seda, o Dior e o Vogue reforçam esse caráter sofisticado, já que combinam brilho discreto, boa gramatura e toque macio. Já os crepes mais foscos, como o Valentino, trazem elegância de um jeito mais discreto e contemporâneo.
Essa versatilidade permite que o crepe transite entre diferentes propostas, do casual chique ao red carpet, sempre entregando um resultado refinado.
Como usar o tecido crepe na sua coleção de moda?
Dos diversos tipos de crepe, podem surgir diferentes peças em sua coleção de moda.
O crepe feito a partir da seda é ideal para peças de alta moda e que não precisam de muita elasticidade. Ele passa um ar de sofisticação e beleza ao look.
Já para calças, saias e vestidos, temos a opção de usar o crepe com algodão. Ele é um pouco mais quente que os demais, sendo melhor utilizado em peças de inverno.
Já o crepe sintético faz com que esse tecido possa ser mais popularizado, ao ser mais barato que os demais tipos dele. Porém, é importante focar na qualidade do tecido crepe sintético, pois ele pode comprometer as peças, caso seja ruim.
Como este tecido se faz presente em diversas peças, separamos alguns tipos de tecido crepe e como podem melhor utilizados na sua coleção. Conheça:
- Crepe Bubble: ideal para vestidos e saias com movimento;
- Crepe Dior: ideal para vestidos de festas;
- Crepe Pasquale: ideal para modelo sereia, mais acinturado e solto nas pernas;
- Crepe Vogue: Tem elastano, porém luxuoso, sendo ideal para peças de festas ou noite;
- Crepe Nuage: ideal para peças que necessitem de movimento;
- Crepe Valentino: este tecido é mais encorpado, bem texturizado com um leve brilho, o que faz ser ideal para quem deseja criar peças de festa;
- Crepe Lorraine: ideal para blusas, saias e vestidos casuais;
- Crepe Summer: tem muito movimento, o que lhe faz ser ideal para peças mais frescas;
- Crepe alfaiataria: por ser mais firme, é ideal para peças como blazers e blusas.
Leia mais: Principais tipos de tecido para usar na sua confecção
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FAQ
É um tecido granulado – isto é, com pequenas ondulações -, ele possui, simultaneamente, uma grande diversidade de texturas, dos mais crespos e irregulares até os mais lisos e uniformes.
O tecido crepe não tem uma origem definida, nem se sabe ao certo em que momento da história ele começou ser produzido. Devido à facilidade no processo de confecção, muitas culturas o incorporaram em seus trajes tradicionais.
O tecido crepe tem caimento fluido e leve, facilitando o trabalho e o manuseio na confecção, no corte e na costura das peças.




