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09/07/2013

Movimento grunge sobe à passarela

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Parte da cultura dos anos 90, o movimento grunge surge no início daquela década, ao mesmo tempo em que muitos designers começam a propor uma moda mais funcional e a globalização promove uma universalização dos visuais. Esse período traz ainda a ideia de guardar distância da ditadura da moda, tal qual era nos anos ‘70 e ‘80. A publicidade proclamava o “be yourself”.

O grunge tornou-se comercialmente bem sucedido na primeira metade dos anos ‘90, com lançamentos de Nirvana Pearl Jam. O sucesso dessas bandas fez do movimento a forma mais popular de rock na época.

O período foi marcado por uma recessão econômica nos EUA e o início da Guerra do Golfo. A produção visual dos jovens, nada elaborada e composta por peças de brechós, exprimia descrença no futuro e as sensações de angústia e desajuste que vivenciavam na época.
 

O grunge surgiu na década de 90 e foi difundido por meio de bandas como Nirvana e Pearl Jam/ Reprodução

 

Pode-se, contudo, entender a ascensão do grunge como movimento oposto ao artificialismo de Versace e Mugler, caracterizando-se pela ausência de polidez e artifícios e como uma reação aos excessos materialistas da década de ’80.

Rapidamente o movimento grunge evoluiu de subcultura para o mainstream da moda. A promoção das bandas de Seattle pela MTV, especialmente do Nirvana, acelerou a difusão do visual. Kurt Cobain dominou a cena: o visual era desleixado, com cabelos longos, camisas xadrez, jeans rasgados/, botas de exército ou tênis Converse All Star; tudo composto de modo desalinhado.

A incongruência no estilo tornou-se um valor. As mulheres passaram a usar vestidos florais e combinações antigas com casacos folgados e botas pesadas.

Em 1992, Marc Jacobs, então jovem e promissor designer da Perry Ellis, mostrou sua coleção Grunge, homenageando a cena musical de Seattle, num desfile divisor de águas, em que misturou na passarela o que se usava na rua com a alta moda americana. Vestidos estampados com suéteres de caxemira sobrepostos, camisas de flanela e botas Doc Marten. O Women’s Wear Daily o chamou de “Guru do Grunge”. Pouco depois, contudo, Jacobs foi demitido, visto que, comercialmente, a coleção foi um desastre.

 

 

 

 

 

 

 

Desfile da coleção 2013 de Dries Van Noten/ reprodução

 

Em dezembro do mesmo ano a Vogue americana produziu uma reportagem de dez páginas sobre o movimento grunge, com fotografias de Steven Meisel e o título “Grunge e Glória”. A partir de 1993 a tendência foi adotada por estilistas consagrados, como Calvin Klein, que elegeu Kate Moss como musa. O grunge reapareceu nas passarelas, nos últimos anos, em coleções como as de Marc Jacobs (2009) e Dries Van Noten (2013).

Por Ana Carolina Steil
Pós-graduanda em Mídia, Moda e Inovação SENAC/RS

 

 

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