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27/11/2014

Entrevista: função e formação do cool hunter de moda

Considerada uma peça versátil, o skort ganha destaque em diferentes composições e combina praticamente com todos os looks, dos despojados aos clássicos.
 
Na temporada Primavera/Verão 2014, os skorts surgem com uma proposta diferenciada. Chegam mais sofisticados e com linhas mais clean, que lembram a sua relação estreita com a alfaiataria.

O que é um cool hunter?
Raquel Medeiros – É um caçador de tendências. Um especialista responsável por identificar que ideia ou comportamento original pode vir a ser tendência no futuro. Essa não é uma tarefa fácil, pois exige muita observação e análise do grande "laboratório" constituído pelas ruas.
 
Quais as características que este profissional precisa ter?
Raquel Medeiros – Ele precisa ser curioso, ter grande capacidade de observação e ser sagaz para perceber e selecionar informações relevantes com poder de inspiração. Também precisa saber atuar em equipe, pois geralmente trabalha de forma colaborativa.
 
Como é a rotina deste profissional?
Raquel Medeiros – O cool hunter lê, vasculha o passado, faz pesquisa, fotografa, cria perfis, descobre preferências culturais. Ele é frequentador assíduo das ruas e de espaços culturais como teatro, cinema e galerias de arte. Nesse exercício diário detecta o que é novo e pode vir a se tornar tendência. Isso não quer dizer que ele vai encontrar um produto acabado, mas algo que dá pistas do inovador.
 
Quem geralmente lança as tendências?
Raquel Medeiros – Não tem como ser diferente: quem abastece as tendências são os jovens. No livro Coolhunters, a autora Marta Dominguez Riezu afirma que "o autêntico sempre começa e termina na adolescência". Tal declaração reforça um universo onde o fluxo do consumo é mais intenso como moda, música, cinema, televisão, novas tecnologias e cultura pop. Nele é mais fácil perceber comportamentos que podem consolidar novas tendências. Para captar isso, o cool hunter precisa estar onde os jovens estão. São as tribos das ruas que alimentam o mercado da moda com suas identidades próprias. A autora ainda diz: "a chave do coolhunting é primeiro encontrar pessoas cool, para depois encontrar coisas cool. Nunca o inverso." Essa é a regra.
 
Como interessados em se especializar nesta área podem fazer?
Raquel Medeiros – Considero que tudo começa pela qualificação. Então, o primeiro passo é escolher uma escola especializada que ofereça formação nesta área. Porém, é importante que este profissional também tenha um apanhado de informações para entender como as coisas surgem, que emoções as movem e alteram o entorno. Ou seja, é preciso ter bagagem cultural, compreender transformações nas diversas esferas sociais, conhecer história da moda, além de manter a curiosidade e o senso crítico aguçados para novas linguagens.
 
Tem algum curso que você recomenda para quem quer se especializar nesta área?
Raquel Medeiros – Os cursos de cool hunter são muito recentes no país. Uma escola que atualmente oferece esta formação é a escola São Paulo, que vem tornando-se referência na abordagem desse conteúdo. Mas, outras escolas de moda já identificaram a necessidade de preparar profissionais para esse ramo de atividade que não se resume apenas à estética da moda e supre pesquisas em outros segmentos.

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