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09/10/2014

Psicodinâmica das cores

Por Eduardo Vilas Bôas
Professor de Moda do Senac SP

Cores e formas são os primeiros itens na percepção de uma mensagem, por isso, são a base da comunicação não verbal. Nossa percepção é determinada em 80% pela visão, que é nosso sentido mais desenvolvido e de maior alcance espacial.

Devido aos seus significados simbólicos, as cores desempenham um papel importante na construção da imagem de moda, seja no uso em produtos, comunicações visuais, publicidade ou visual merchandising.

Além da significação social, as cores promovem respostas biológicas nos indivíduos que foram apontadas recentemente por estudos do neuromarketing.

Para o modelo teórico Mehrabian-Russell, que estuda a resposta aos estímulos, podemos alcançar dois efeitos emocionais diferentes no consumidor a partir do uso da cor: prazer e estimulação. A própria classificação das cores em quente, fria ou temperada exemplifica essa lógica.

As cores frias estão na menor faixa do espectro de vibração e estão associadas à sensação de frio. São essencialmente cores que derivam do Violeta, Azul e Verde e, por isso, associam-se à água, ao frio, ao gelo, ao mar, ao céu, às árvores, logo, são fonte de pouca estimulação e prazer relaxante.

As cores quentes estão na maior faixa do espectro de vibração e associam-se às sensações de calor e adrenalina. São todas aquelas que derivam do Amarelo, Laranja e Vermelho e, por isso, associam-se ao sol, ao fogo, a vulcões em erupção etc., logo são fontes de muita estimulação e prazer energético.

Já as cores temperadas estão na faixa de transição entre as cores quentes e frias, ou seja, as cores violeta e o verde. Ambas podem ser entendidas como cores neutras no seu efeito psicológico, mas podem assumir papel de quente ou frio de acordo com a quantidade de “azul” ou “amarelo” que têm adicionadas.

Veja na tabela a seguir o efeito de algumas cores no cérebro humano.

 

 

Referência:
CAMARGO, Heloíza; TAUHATA, Sérgio. Como saber o que se passa na cabeça do consumidor? Portal Revista PEGN, São Paulo, edição 260, s.p, set. 2010.

Disponível em  http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI168324-17157,00-COMO+SABER+O+QUE+SE+PASSA+NA+CABECA+DO+CONSUMIDOR.html

 

 

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