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27/09/2013

Polo têxtil brasileiro mostra-se atrasado tecnologicamente

Por Eduardo Vilas Bôas
Professor de Moda do Senac SP e blogueiro do MMdaModa

A região na qual atuo é a Região Metropolitana de Campinas (RMC) – localizada a Noroeste da capital do Estado de São Paulo – que compreende a Região do Polo Têxtil (RPT) formada por cinco cidades das 19 que compõem o grupo: Americana, Santa Bárbara d'Oeste, Sumaré, Nova Odessa e Hortolândia. A RPT configura o maior polo têxtil brasileiro, responsável por 85% da produção nacional de tecidos planos de fibras artificiais e sintéticas e, por essa razão, considerado o maior Polo Têxtil brasileiro de tecidos planos de fibras artificiais e sintéticas da América Latina.

 

Localização da Região do Polo Têxtil (RTP)/ Reprodução

O fato é que desde a segunda abertura dos portos promovida pelo Presidente Fernando Collor de Melo, em 1990, a RPT tem encontrado desafios colossais. Os anos de sucateamento do parque fabril pela impossibilidade de importação de novas tecnologias, os atrasos nos modelos de gestão, o alto custo da energia elétrica e da mão de obra – que subiram acima da inflação em 2011 – e a invasão do nosso mercado pelo excedente que a China deixou de exportar para os Estados Unidos, Japão e Europa em função das crises subsequentes, foram os principais motivos para um declínio acentuado do setor.

Segundo dados da Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo) mais de três empresas da RPT foram fechadas por dia, em média, no ano de 2012. No mês de agosto, vimos mais um anúncio de fechamento, dessa vez da fábrica de fio viscose em Americana/SP da Vicunha Têxtil S/A, demitindo mais de 300 funcionários e extinguindo a única fábrica no país desse tipo de fio.

Este polo têxtil brasileiro sofre, além da dificuldade em importar de matéria-prima, com o aumento do deslocamento da produção para os países asiáticos, afetando também a indústria de confecção. Reflexo disso? A RMC tem mudado seu perfil industrial, atraindo grandes empresas nacionais e internacionais do segmento de alta tecnologia.

Com um PIB (Produto Interno Bruto) per capita expressivo se comparado a média nacional – sozinha a RMC é mais rica do que 19 Estados brasileiros, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a industrial têxtil e de confecção tem dado lugar ao varejo.

A Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) afirma que até o fim de 2014 cerca de 51% dos shoppings em operação no país estarão em cidades do interior – já a RMC é a região mais densa em números de shopping no interior do Estado de São Paulo e tem demanda para expansão com mais 8 empreendimentos previstos até 2020.

 

 

 

 

Parque Dom Pedro Shopping – sediado em Campinas/SP é o maior da América Latina em Área Bruta Locável contínua, segundo dados da Abrasce/ Reprodução

 

 

 

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