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22/09/2014

Passado, presente e futuro na Odisseia da nova mulher Dior

Por Kledir Salgado
Designer de moda com Mestrado em Têxtil e Moda pela USP

A cada nova estação, designers de moda devem traçar estratégias discursivas para agradar sua clientela e ter sucesso de venda. Em marcas mais tradicionais, como a Dior, um novo designer deve fazer o equilíbrio entre a estética tradicional da marca e as novidades que ele propõe.

Raf Simons, o atual diretor criativo da Dior, não é um designer obcecado com o passado, no entanto em sua mais recente coleção Couture Inverno 2014 ele consegue mesclar o antigo e novo em suas inspirações a fim de construir uma estética única e renovadora para a marca que ele intitula de Odissea Couture, uma viagem pelo tempo com oito paradas, apresentando oito tipos de mulheres diferentes. Uma estratégia genial para atingir diferentes perfis de clientes.

A primeira etapa desta Odisseia é o século XVIII, tão apreciado por Christian Dior e do qual Raf Simons apresenta uma visão bem contemporânea através de vestidos à la française, revisitados ganham leveza graças aos saiotes de tule aéreos. As cores pastel, creme, verde celadon (cerâmica chinesa antiga) e rosa suave tão delicadas que quase tendem ao branco.

Ele apresenta ícones da marca, como o new look, com cinturas marcadas, as luvas e o comprimento dos vestidos. Mostra também na coleção o fascínio de Christian Dior com a Belle Époque, colocando detalhes de flores e formas orgânicas por toda a coleção. Outra inspiração que vem da estética antiga da marca Dior na coleção de Raf são silhuetas anquinhas inspiradas em Maria Antonieta, a suntuosidade de Versalhes parece reencontrar uma descontração refinada a fim de agradar a parcela do público-alvo da marca que preza pela historicidade e pela tradição nas coleções.

 

 

 

 

 

 

Coleção Alta-costura inverno 2014 Dior

Salto no tempo e no espaço: de repente, encontramo-nos projetados em pleno século XXI, entre passado, presente e futuro próximo. Na nave Dior, as silhuetas são revestidas de detalhes técnicos. Desfilando em macacões de piloto em tafetá com zíper e bordado, estas mulheres são astronautas elegantes vestidas para uma festa com tecidos ultra tecnológicos desenvolvidos pela NASA (sigla em inglês de National Aeronautics and Space Administration – Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço).

 

 

 

 

 

 

Coleção Alta-costura inverno 2014 Dior

E a viagem continua explorando as épocas com ousadia e leveza: os corpetes de corte se transformam em minissaias, seguida dos pomposos casacos dos marqueses do século XVIII que se tornam casacos para festa, usados simplesmente sobre uma calça preta. O visual melindrosa dos anos 1920 é reinterpretado em vestidos de franjas e bordados e finalmente a identidade estética de Raf o tailleur Bar, cuja arquitetura icônica brinca com os volumes do colarinho: ora capa, ora casaco ou vestido, suas variações parecem surgir de uma viagem no tempo, do encontro entre o passado da Maison Dior e a visão moderna de seu diretor artístico.

 

 

 

 

 

 

 

Coleção Alta-costura inverno 2014 Dior

 

 

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