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27/12/2013

Sapatos: da Pré-História ao Renascentismo

2 min

Sapatos! Sejam eles altos, baixos, fechados, abertos, confortáveis ou não, essas peças são indispensáveis a qualquer guarda-roupa feminino. Porém, não é só no look delas que a peça faz sucesso, tanto que alguns homens acham indispensáveis o uso do item para se destacar nos diferentes momentos do dia a dia. E não é de hoje que essa peça do vestuário é usada tanto por homens e mulheres como sinônimo de status e elegância. Para entender um pouco mais sobre a sua importância, nada melhor do que conhecer a história do sapato.

Há indícios de que os primeiros calçados foram elaborados há 10 mil anos A.C., no final do período Paleolítico e eram confeccionados a partir do entrelaçamento de fibras de vegetais. Posteriormente, no apogeu egípcio, eles foram feitos a partir de papiro. Foram descobertas pinturas dessa mesma época que demonstravam os diferentes estágios do couro e dos calçados.

Já na Grécia os calçados eram uma forma de distinguir os mais ricos das outras pessoas, uma vez que apenas os abastados utilizavam esse acessório nos pés – alguns eram folheados a ouro. Já os pobres andavam com os pés nus em contato com o chão. Os Bizâncios, especificamente a nobreza, usavam sapatos incrustados com peças preciosas e com bordados feitos com fios de ouro.

Já na Idade Média, período compreendido entre os séculos V e XV, homens e mulheres utilizam sapatos semelhantes às sapatilhas, fabricados em couro aberto, porém, eles também tinham a opção de usar botas altas e baixas. O material mais comumente usados na confecção das peças era o couro de gado, mas os sapatos mais sofisticados tinham como matéria-prima o couro de pele de cabra.
 

Os sapatos foram usados no passado como forma de distinção social/ Reprodução

Foi neste período que a corte de Borganha usou os calçados de bicos chamados poulaines para evidenciar o prestigio social. Os nobres como duques, príncipes e a alta aristocracia tinham o direito de usar os bicos com até duas vezes e meio o tamanho do pé. Cavaleiros podiam usar o bico com o tamanho de cerca de um e meio o tamanho dos pés, já ricos comuns tinham que ter o bico com a metade do pé.

No Renascimento os calçados passaram a ter bico quadrado, conhecidos também como “bico de pato”, fabricados geralmente a partir de couro talhado. Sapatos de saltos com plataformas altíssimas também foram utilizados neste período, os chamados chapim. A altura da peça tinha dois significados, o primeiro era para apenas elevar a estatura e, o segundo, como forma de distinção social.

No próximo post serão abordados outras fases da história dos sapatos.

Fonte
Site Fashionatto

 

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