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30/05/2013

Desenho de moda: estereótipos reforçados?

2 min

No último mês de abril uma agência de modelos brasileira lançou uma campanha polêmica que comparava modelos com desenhos de moda. A peça publicitária sugeriu que os padrões destes desenhos perseguem um ideal de beleza, que evidenciam os transtornos alimentares, sobretudo a anorexia.

Na imagem da campanha, as modelos aparecem ao lado de desenhos de moda alongados e magros. A peça ainda destaca a frase “You are not a sketch”, que significa “Você não é um desenho/ esboço”. Inevitavelmente, a polêmica gerou uma reflexão nos meios acadêmicos sobre as medidas do corpo humano e do desenho estilístico ensinados nos cursos de moda.

 

Fonte: Site Zupi

 

Os traçados de figuras humanas geralmente seguem um padrão equivalente a 7½ cabeças. Na figura de moda, convencionou-se que, para dar leveza por meio de linhas mais alongadas, a imagem pode medir até 10 ou 11 cabeças, sendo o mais comum utilizar de 9 a 9½.

Este padrão é reconhecido por professores de desenho de alguns cursos do universo fashion, porém, ainda não existe uma padronização legal e nem consenso entre os docentes sobre estas medidas.

A professora Aline Basso, que leciona Desenho da Figura Humana e Modelo Vivo, afirma que em muitos dos livros de moda lançados, esse padrão já é utilizado. “Mas quando se fala em ilustração, preciso concordar que a padronização poderia interferir na expressividade do desenho”, relata.

Já a professora Helena Dieb, que leciona Desenho Estilístico e Ilustração de Moda, não vê como a medida de 8 ou 10 cabeças pode interferir na eficiência de um desenho estilístico. “O importante é que tenha harmonia, coisa que só se consegue com uma boa percepção de alinhamento dos pontos de articulação e proporções entre as partes e o todo. A roupa, se desenhada a partir de referências, não tem prejuízo na sua interpretação”, relata.

Para ela, o desenho reforça as informações e não deve ser trocado por outro padrão. Porém, defende que é interessante trocar os estereótipos por uma figura de moda saída do público-alvo. “O desenho estilístico não define padrão, mas pode enfatizar aquele que está instituído, porque exclui outras possibilidades diferentes dele”, fala Helena.

Assim, a discussão sobre a campanha antianorexia deixa uma reflexão: são os padrões dos desenhos de moda que influenciam a imagem das modelos, ou será que os desenhos foram se modificando e se adequando aos novos padrões estéticos vigentes?

Por Gabriela Maroja
Professora e Coordenadora da Graduação e Pós-Graduação do Unipê/JP

 

 

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